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Making a Murderer

Mais um sucesso Netflix, obrigatório ver...

Quando estreou a 18 de Dezembro de 2015, “Making a Murderer” não deixou ninguém indiferente. De figuras públicas a anónimos, muitos se juntaram para pedir o perdão de Steven Avery. Mas afinal, que série é esta?

“Making a Murderer” é um documentário de dez partes, escrito e realizado por Laura Ricciardi e Moira Demos, que nos dá a conhecer a história de Steven Avery, que cumpriu 18 anos na prisão pela violação e tentativa de homícidio de Penny Beerntsen, antes de ser exonerado das acusações em 2003.

Numa tentativa de recuperar alguma coisa depois de tantos anos preso, Avery processa o munícipio de Manitowoc, o local onde vive no Wisconsin. Até aqui, esta poderia ser só mais uma história, mas, dois anos depois de estar livre, Steven Avery é preso novamente, desta vez, acusado do homícidio de Teresa Halbach, uma fotógrafa local vista pela última vez a 31 de Outubro de 2005. Avery afirma (até hoje) não ter morto Halbach e que está a ser perseguido e incriminado pela polícia de Manitowoc – por os ter processado e, assim, ter revelado o péssimo trabalho que fizeram (um erro comprovado, através de análises de DNA) e por ser um Avery.

Será que Avery matou Teresa Halbach? Foi incriminado pela polícia? Embora já tendo problemas com a justiça antes da acusação de Penny Beerntsen, nenhuma acusação era semelhante ao que foi relatado sobre o violento assassinato da jovem fotógrafa.

Nos dez episódios que compõe o documentário, seguimos a detenção, o julgamento e a condenação de Steven Avery, bem como o seu sobrinho, Brendan Dassey, também acusado do crime.

Uma sequência de tragédias que foram transformadas em entertenimento, transformando “Making a Murderer” numa série obrigatória. E é obrigatória porquê? Porque quer se acredite na inocência de Steven Avery ou não, o documentário mostra-nos como um erro judicial pode afectar uma família inteira, mostra-nos a injustiça de estar 18 anos preso, e mostra-nos a cronologia de um crime e como alguém pode começar um julgamento a ser já condenado pelos media, pelo público.

No decorrer dos dez episódios, assistimos a situações peculiares, atitudes da polícia que nos fazem realmente pensar que ele foi mesmo incriminado mas, em outros momentos, começamos a pensar duas vezes em tudo o que nos é apresentado pela acusação.

É contudo importante lembrarmos-nos que para uma história existem sempre duas versões, e esta série parte do príncipio de que Avery é inocente, mesmo que as realizadoras tenham já afirmado o contrário. Uma das maiores críticas ao documentário é exactamente essa – a série é unilateral, mostra apenas a versão de Avery e da sua família, chegando a esconder alguns detalhes importantes.

A Netflix estreou a série no Youtube e disponibilizou o primeiro episódio (que já tem mais de 1 747 511 visualizações), uma excelente maneira de despertar a curiosidade de todos e que deixamos hoje aqui. Eu acredito que quando se começa a ver, só se pára no 10º episódio…



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