“Números: O Caos” | Rachel Ward

“Números: O Caos” | Rachel Ward

Distopia com adolescentes lá dentro

Ponto prévio. Apesar de não ser obrigatório começar pelo princípio, aconselha-se que, antes de se atirarem a “Números: O Caos” (Topseller, 2013), passem primeiro os olhos por “Números: Luta Contra o Tempo” (Vogais, 2012), o lugar onde tudo começou.

Neste segundo livro da trilogia, existem duas personagens cujas histórias e obsessões se irão cruzar: Adam e Sarah. Adam é um adolescente que consegue ver números nos olhos das pessoas, correspondentes à data da sua morte. Vive com a sua avó, uma mulher e fumadora compulsiva que faz o papel de pai e mãe; Sarah é uma rapariga com um grande historial em «castigos, suspensões e expulsões» que, desde há algum tempo, vive um pesadelo recorrente com um rapaz, onde estão ambos presos numa espécie de Inferno, até que ele agarra no seu bebé e o leva pelo meio das chamas. No dia em que começa numa nova escola, Sarah troca um olhar com Adam, reconhecendo nele o rapaz do seu pesadelo.

Em comum, Sarah e Adam têm o gosto por escrever e desenhar em pequenos cadernos, mas há algo de mais esquizofrénico que os liga: o dia 1 de Janeiro de 2027, ligado a uma catástrofe com o epicentro em Londres. Entre a inimizade profunda e uma estranha atracção e vivendo os dias em sistema de contra-relógio, tentarão perceber se o futuro, com a ajuda da (clari)vidência, poderá ser alterado.

Numa Londres onde os humanos são injectados à nascença com chips, as câmaras de vigilância estão em toda a parte e os ecrãs de rua mostram fotografias de gente desaparecida, Rachel Ward constrói uma história de tons apocalípticos à volta da ideia de destino e da forma como nos deixamos ou não dominar por um futuro que nos foi oferecido em antecipação. Obrigatório para fãs de livros de ficção científica e distopias com adolescentes lá dentro.



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This