“O herói desaparecido” | Rick Riordan

“O herói desaparecido” | Rick Riordan

Há vida no Olimpo para lá de Percy Jackson

Quem diria que, recuando até ao imaginário e ancestral Olimpo, Rick Riordan iria descobrir um filão capaz de encher milhares de páginas e ocupar ecrãs de grande formato (mesmo que a segunda aventura esteja ao nível do sofrível)?

Durante quinze anos, Rick ensinou Inglês e História em escolas públicas e privadas, isto até se lembrar de inventar a série Percy Jackson & The Olympians, composta por cinco livros e tendo como herói Percy Jackson.

Percy é um jovem adulto – ou um adolescente em final de carreira – que descobre ser um meio-sangue, filho de Poseidon – o deus o mar – e de uma humana. A partir desse momento, a sua vida revela-se uma aventura de todo o tamanho.

A série começou a ganhar forma quando Haley, o filho de Riordan, foi diagnosticado com dislexia, falta de atenção e uma hiperactividade desordeira. Haley tinha estudado mitologia grega na escola, e pediu ao pai para lhe contar algumas histórias baseadas em mitos gregos. Riordan não fez a coisa por menos e, em três tempos, tinha inventado a história de Percy Jackson e da sua demanda para recuperar o trovão perdido de Zeus, transformada no primeiro livro da série: “Percy Jackson & The Lightning Thief”. O resto é história.

Não querendo que a aventure terminasse no final de cinco livros, Rick Riordan criou uma sequela, também composta por cinco livros – trilogia é para meninos -, a que chamou The Heroes of Olympus – “Os Heróis do Olimpo” no belo português.

O herói desaparecido” (Planeta, 2014), o primeiro livro, retoma a acção a partir do final da saga inicial, promovendo a entrada de novos personagens. Tais como Jason, que não se lembra de nada antes de acordar num autocarro escolar de mãos dadas com Piper, uma miúda que aparentemente é sua namorada. No mesmo autocarro segue também Leo, que dizem ser o melhor amigo de Jason – ainda que este não tenha ficado com uma grande impressão neste período de esquecimento. O destino de todos eles é a Escola Wilderness, um internato dedicado a acolher «crianças más».

Cada um dos personagens vive aprisionado em dilemas, mais ou menos existenciais: Jason imerso no seu problema de memória – ou da falta dela; Piper carrega um segredo, e os seus terríveis pesadelos revelam a aproximação de um perigo terrível; Leo é um perito com ferramentas, mas fica extremamente incomodado quando ocupa a cama de um jovem desaparecido, ao qual estará ligada uma pouco recomendável maldição.

Depois de serem reclamados pelos seus pais ou mães deuses, os três partem numa arriscada missão em busca de Hera, que foi raptada por um gigante, montados nas costas de um gigante e muito robótico dragão. Pelo caminho irão enfrentar Boreas, três ciclopes, Medeia e os reis Midas e Lycaon, para além de terem de descobrir uma forma de se livrar de um bando de lobisomens. Mas essa será apenas a primeira missão já que, após o regresso ao Campo, partirão quase de seguida a bordo do Argo 2, um navio voador.

E quanto a Percy Jackson, perguntará o leitor, onde se terá metido o rapaz? O final do livro esconde a revelação, levantando o véu para o que se seguirá. É verdade que há vida para lá de Percy Jackson, mas esta será certamente muito mais sumarenta após o seu regresso.



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