Olhares Estrangeiros

Reunidos no Chiado

São 62 imagens de Norte a Sul do país, “olhares” subjectivos captados por 27 fotógrafos “estrangeiros”. À exposição chamaram “Olhares Estrangeiros” apesar de estarem alguns portugueses incluídos no lote. Gérard Castello-Lopes e Paulo Nozolino, José Manuel Rodrigues, Alberto Carneiro e Ricardo Rangel, originário de Moçambique, são, devido aos anos passados fora de Portugal, considerados estrangeiros, munidos de um outro poder de observação.

A mostra reúne uma mão cheia de fotógrafos conhecidos, como os franceses Henri Cartier-Bresson e Édouard Boubat, o inglês Thurston Hopkins, o holandês Kees Scherer e o americano Louis Sttetner.

As fotografias pertencem à colecção da Caixa Geral de Depósitos, sendo a mais valiosa delas a de Edouard Boubat, tirada com a sua velha Leica em 1956, na Nazaré. Foi a primeira fotografia que tirou em Portugal e foi a escolhida para a capa do seu primeiro livro, “Ode Marítima”, em homenagem ao poeta Fernando Pessoa.

Quanto à mais antiga fotografia em exposição, data de 1942, resultado de uma viagem do inglês Cecil Beaton à capital portuguesa.

Imagens de Lisboa, Porto, Coimbra, Batalha, Nazaré, Tavira, Estremoz, Mértola, Figueira da Foz, Monsaraz, Tomar, Queluz e Peniche podem ser apreciadas, até 31 de Janeiro, no Espaço Fidelidade Mundial Chiado 8 Arte Contemporânea.

História dos “olhares”

A temática desta exposição não é original. Jorge Calado, o comissário da exposição, reparou que, ao organizar a exposição Regards Étrangers, na Bélgica, não existiam imagens suficientes de Portugal na Colecção Nacional de Fotografia. Sendo assim, a Caixa Geral de Depósitos escolheu 26 fotografias, que juntou à sua colecção de arte contemporânea, para que a exposição pudesse avançar. Entretanto, a Fundação Gulbenkian apoiou uma nova exposição, sob o mesmo tema, em Paris, tendo sido compradas mais 36 fotografias. Para a “Olhares Estrangeiros” foram agregadas mais quatro imagens do fotógrafo David Stephenson e mudada a forma de exposição, de modo a “criar ligações, diferentes leituras que as pessoas podem ou não encontrar”, justifica Jorge Calado.



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This