Patrick Wolf @ Teatro Aveirense (24.01.2013)

Patrick Wolf @ Teatro Aveirense (24.01.2013)

O regresso a Portugal, em formato acústico

Já com 10 anos de carreira feita, Patrick Wolf regressou a Portugal e a Aveiro para apresentar o seu mais recente álbum, “Sundark and Riverlight”, com a particularidade de este ser completamente acústico, assim como o espectáculo apresentado. Perante uma sala esgotada e um palco totalmente escuro com uma tela onde se projectaram várias imagens, o concerto iniciou-se com o tema «London».

Nestes tempos de crise, e mostrando-se solidário com a situação económica que o nosso País atravessa, Wolf apresentou «Hard Times», escrito aquando as manifestações que aconteceram em Londres num passado recente. Com um público em silêncio e atento a toda a teatralidade de Patrick, mesmo quando afinava a guitarra (coisa que iria acontecer mais vezes ao longo da noite), chegou uma das grandes músicas da sua carreira e que dá nome ao seu segundo album – «Wind in the Wires». Somente com luzes brancas, e suportado pelas imagens que iam passando pela tela, apresenta «Libertine» numa versão totalmente dramática, dando direito até a que o músico se ajoelhe para a cantar, arrepiando todo o público presente com a sua performance.

O concerto ia prosseguindo no seu ritmo lento e escorreito com o clássico intemporal «Hit the road Jack», acompanhado com as inevitáveis palmas da audiência. Passando do piano (onde tocou no primeiro terço do espectáculo) para a harpa, arrancou com a belíssima «Teignmouth», apresentando de seguida a nova «Sundark and Riverlight». Falador q.b., Wolf dedicou o tema «The sun is often out» a um poeta que conheceu na sua infância e com quem passeava por Londres, falando de artes e livros.

Com mais uma demorada afinação na guitarra apresenta «Tristan», seguindo depois para «Vulture» (tema do álbum “The Bachelor”) onde entra em “luta” com o piano na parte final. Tendo sido maioritariamente acompanhado ao longo da noite pelo acordeão de Willemwiebe, Wolf vai prosseguindo o concerto e apresenta «Paris».

Chegou um momento de discos pedidos e, entre os vários pedidos da audiência, Patrick acede a uma música meio desconhecida (dado ser um lado b) e toca com satisfação «Penzance». Estando o espectáculo a chegar ao fim, Patrick Wolf agradece a presença do público, e explica que gosta de regressar a Portugal; informa também que este cantinho está presente na sua vida através de David Mota, um dos membros da sua banda.

Saindo do palco e regressando quase de imediato para o inevitável encore, apresenta «Magic Position», dedicado ao amor livre, gays, lésbicas, transsexuais e a todos os que acreditam na liberdade de expressão. O concerto chega ao fim com o tema «The city», regressando ao tema do crise e ao medo que está a ser incutido nas pessoas através das várias ameaças que afectam o nosso planeta.

Foi um concerto diferente e intimista e onde se assistiu a bela simbiose, entre músicos, plateia e ambiente.

Fotografia por Graziela Costa



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