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PHANTOM SURFERS @ MAXIME

17 de Junho.

Uma noite de quarta-feira amena no Cabaret Maxime. Pouca gente para o concerto de Phantom Surfers. Os cortes de cabelo lambidos, as tatuagens e o look pin-up marcaram a sua presença, como não poderia deixar de ser.

Esta banda da Califórnia, mais precisamente de São Francisco, foi uma fábrica de discos e singles de surf music entre 1992 e 2000. Vieram a Lisboa no decorrer de uma mini tour de três concertos em Espanha e Portugal. Entraram em palco com as suas máscaras à Batman & Robin e com os seus casacos de veludo roxos. Estes últimos aparentemente feitos à medida para contrastar com o pano prateado do palco do Maxime. Usaram uns bons litros de vinho e uma lista de frases em português para conquistar o público, com o sentido de humor sarcástico que caracteriza a sua discografia.

Renderam-se ao calor do nosso Verão, dando um concerto de pouco mais de uma hora. Tocaram músicas do seu longo reportório, do qual o público não parecia grande conhecedor. A personagem de maior destaque na banda foi o baterista que, apesar de não ter grandes dotes rítmicos, sacudiu com alma a sua leónica juba grisalha. Levantou-se e assumiu por momentos o papel de vocalista, naquele que foi o melhor momento musical do concerto. O indiscutível auge foi a entrada em palco da dançarina da banda, uma menina de uma tez quase fantasmagórica, dramatizada pelo vermelho gritante das lantejoulas do seu biquini.

Houve direito a encore, mas o calor derrotou cedo os fantasmas surfistas, para desilusão dos mais apreciadores da sonoridade popularizada por Dick Dale.



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