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Primeira parte da conversa com os três membros fundadores do Movimento Alternativo Rock

"A nossa luta é que o músico pare de ser pago em cervejas".

Há coisa de dois anos, por altura do segundo aniversário, entrevistámos Bruno Broa, ele que é um dos três fundadores disto que é o Movimento Alternativo Rock (MAR). No início de 2010, a conversa incidiu essencialmente na amizade que unia os elementos do Movimento – denominador comum nas editoras independentes surgidas na última mão cheia de anos (FlorCaveira, Amor Fúria, Chifre) -, no acordo de cavalheiros que é a exclusividade do português nas letras que fazem parte do Movimento e na Internet como alavanca para tudo o que se seguiu. Agora, no início de 2012, o Movimento Alternativo Rock prepara a sua emancipação, o momento em que se tornará oficialmente numa editora, em Março. Até lá, MulherHomem, Alf e Alucina ocupam a Baixa-Chiado PT Bluestation, no Metropolitano de Lisboa. Conversa com os três elementos fundadores, Bruno Broa (Alma Fábrica, MulherHomem), João Morgado (Alf) e Paulo Candeias (Nervo).

O Movimento Alternativo Rock tem início há três anos…

Bruno Broa (BB) – O movimento começa quando eu e este gajo [o Paulo Candeias] nos conhecemos no Myspace, por bandas, enquanto tentávamos combinar um concerto em conjunto, um concerto duplo. Eram dois concertos [para] fazer as coisas em grande. E combinámos fazer dois concertos em Oeiras, na Fábrica da Pólvora. Marcámos e fizemos promoção da melhor forma possível, colámos cartazes…

Paulo Candeias (PC) – E com uns meses de antecedência. A coisa foi combinada no início do ano praticamente.

BB – E a menos de uma semana [do concerto] o gajo liga a dizer que não…

PC – Não, não ligou!

BB – Ah não?

PC – Não, eu é que descobri porque comecei a entrar em contacto com eles. E entretanto descobri, não sei como, que as casas tinham fechado.

BB – Foi aí que começou a germinar a cena. [Pensámos], isto não pode ser, nós temos orgulho em nós próprios, trabalhamos como o caraças e é sempre a mesma conversa…

PC – O problema foi esse. Não houve a decência de avisar que já não dava ou que tinham fechado…

BB – [Estávamos com] esta conversa de indignação, quando um dia me lembro de ir ver um concerto do meu cunhado, no Lótus Bar, em Cascais, e estava este [aponta para João Morgado] e o irmão, os Alf, a tocar no meio de malta do death metal e do gótico. E às tantas conheci o João, eles [os Alf] destacavam-se pela originalidade e pela boa onda, eram só os dois, os irmãos Morgado. Entrámos em contacto, os três, e, de repente, passado um tempo, o João cimentou a ideia porque partilhávamos precisamente as mesmas aspirações, as mesmas vontades, necessidades e dificuldades. De repente éramos o Movimento Alternativo Rock (MAR). Foi logo colocado em formato blogue, com notícias, e juntámos, naquela altura, a Maçã de Prata e os Alucina. E foi com base nesses cinco que fizemos logo, em grande, o primeiro festival, em Santos, às cinco da tarde.

PC – No Verão, um calor desgraçado… Pensámos para nós [que] devíamos ter feito o evento na praia! (Risos)

BB – Todas as coisas têm o seu ganho. Nem que seja a aprendizagem. Tentámos logo fazer a cena em grande, com bilhetes personalizados e com faixas de três metros por seis. Tocámos juntos e tivemos noção de que isto tinha pernas para andar, porque tinha a vontade das bandas.

PC – E foi para sedimentar a amizade entre nós.

BB – Mas olha que é curioso falares sobre a amizade. A malta do MAR goza muito com isso. No primeiro ano o discurso era esse, ah [somos] um grupo de amigos. A cena mais incrível do MAR é que há três anos atrás ninguém se conhecia. Ninguém era amigo de ninguém, ninguém andou na escola com ninguém.

JM – As bandas eram todas afastadas.

BB – Nós há três anos atrás não éramos amigos. O nosso projecto sempre foi criar uma plataforma que possibilitasse às bandas crescimento, excelência, qualidade e respeito pelo seu próprio trabalho. Todas essas coisas combinadas fazem com que seja surpreendente que, pessoas que não se conheciam de lado nenhum, tenham [ganho] tanta admiração pelo trabalho umas das outras.

PC – Vamos jantar a tua casa? (Risos)

BB – Não.

PC – Vamos comer frango outra vez? (Risos). A questão da amizade é no sentido de as bandas se ajudarem umas às outras – todas têm o mesmo objectivo. Banda x [do MAR] arranja concerto, convida banda y do MAR… É isso e muito mais, a partilha de material, uma série de coisas: conhecimentos, contactos e amizade. Quando falamos de amizade não é no sentido de bebermos uns canecos juntos, é sempre no sentido profissional.

BB – No fundo é como o [radialista] Pedro Moreira Dias aponta. São três as famílias do rock português, a Amor Fúria, a FlorCaveira e o MAR – e, mais recentemente, a Chifre. O importante é criar um espírito – era isso que faltava. Ao longo dos anos 90, entidades como os bares foram-se afastando cada vez mais do conceito da banda e a banda consegue provar, com o evoluir dos tempos, que consegue ser perigosa e felizmente auto-suficiente, que consegue fabricar os seus próprios meios de comunicação e, ao contrário do que dizia alguém numa entrevista recentemente, já vai trabalhando nesse sentido. Para as bandas que entram para o Movimento, o Movimento oferece trabalho. Nós não oferecemos garantias. Oferecemos garantias de trabalho. Quando uma banda entra para o Movimento não é porque o Movimento a aceita. É porque a banda disse: okay, eu sei que vocês querem é que eu trabalhe, que eu almeje dar, trabalhar, tocar e que apanhe a filosofia. Precisas de uma guitarra? Espera aí que eu empresto-te a minha. [É este] companheirismo… Gostei da entrevista da Amor Fúria. Estive a ler com atenção.

Mencionaram-vos. Referiam que o MAR, a Amor Fúria e outras editoras independentes foram fundamentais para esta coisa de voltar a cantar em português. Até podemos ir por aí. Dizias há um ano que cantar em português é essencial para estar no MAR.

BB – O que o músico precisa é de ter um espírito combativo. Nós temos, porque temos uma característica direccionada para a música portuguesa [e] que respeita quem o faz em Inglês. Eles ensaiam as mesmas horas que nós, têm os mesmos problemas que nós, só que cantam em Inglês. Quando recebemos maquetas encaminhamos. Não é raro o Pedro Moreira Dias [recebê-las]. A Alma Fábrica agora, por exemplo, ensaia com os Iconoclasts. A questão do cantar em português surgiu quase acidentalmente. Quando nós nos formámos, todas as bandas [do MAR] cantavam em português. Havia um défice de bandas a cantar em português e com condições para o fazer. Cantar em português tem muito que se lhe diga e é importante. Faz falta. Não te sei explicar porque é que naquela altura ficámos só pelo português, mas soou-nos natural. Apercebemo-nos [de] que fazia parte da identidade. É uma cena feita por músicos e para músicos. A única coisa que podíamos ir afunilando para optimizar aquilo [o MAR], seria sempre o [acto de] comunicar em português.

PC – É valorizarmos a nossa língua e fazer ter orgulho das bandas que cantam em português. Acho que faz falta.

BB – E também potenciar a escrita. Tu ouves as bandas do MAR e [verificas] que cada uma tem a sua maneira de escrever e cantar. E isso é normal, é positivo. Mas é importante sentir que também estamos a mostrar diversas formas de dizer. [O] português é a nossa filosofia, é a forma mais correcta de veicular directamente aquilo que tu sentes. Seja em que formato for, seja abstracto, seja rock n’ roll, seja interventivo. O importante é que, ao fim de três anos, as bandas tenham evoluído umas com as outras. De certa forma também estamos a sentir que as bandas que estão agora a olhar para exemplos como o MAR, a Amor Fúria e a FlorCaveira e [chegam] à conclusão que isto é possível, é possível chegar a um bar, a uma sala de espectáculos. Nós oferecemos condições. Nós conseguimos produzir um espectáculo de excelência e como deve de ser. Com boa imagem, um bom cartaz, com sapiência. E isso é uma dose de orgulho para todos os músicos. Afinal nós conseguimos. Afinal não é preciso estar a pensar em vacas sagradas. Não tens é que chegar ao gajo da rádio [com] um EP gravado em casa… Também é possível…

PC – Também é possível…

BB – [Mas] é como na carreira. [Se] eu sou um designer e ainda trabalho com o meu 486… Epá, não! Vou procurar um Macintosh. Mas procuro um Macintosh não porque invejo o gajo que me mostrou o Macintosh. Vou procurar o Macintosh porque o meu colega do lado que é também meu amigo e designer [me] diz: “Vês, olha, não é fixe?”.

Três anos depois do início do MAR, há diferenças com certeza…

BB – Há muitas.

JM – Uma coisa [em] que o MAR ajuda bastante as bandas é naquilo que o Bruno estava a dizer há bocado – no espírito que existe entre todos. E existe também a vontade das bandas [em] apostarem em si mesmas e quererem fazer coisas melhores do que faziam na altura [em que entraram]. Eu senti isso com os Alf, senti, com as outras bandas, que necessitava de crescer, mas crescendo não de forma competitiva, mas para mostrar aos outros as coisas que estou a fazer, mostrar que estou a evoluir. Por exemplo, em cada aniversário [do MAR], vê-se as bandas a fazerem coisas novas. No primeiro aniversário, pode-se dizer que foi começámos a mostrar [coisas]… tínhamos feito o Circus MAR há pouco tempo e tinha corrido bem.

PC – A ideia era muito original.

BB – Fomos ali à terra dos Alf, Mação, perto de Abrantes. Têm um pavilhão que tem uma associação. Fizemos o Circus MAR. Era itinerante, era uma primeira ideia. Ideias não nos faltam! (Risos) E trabalhamos muito na concretização e é assim que tem sido ao longo dos três anos. Temos uma ideia, pensamos sempre alto e trabalhamos para a concluir. O Circus MAR foi altamente.

JM – Acho que devíamos voltar a pegar nisso.

BB – Eu acho que sim. Aliás, ainda continuo a querer levar as bandas a tocar numa cena de carrinhos de choque.

PC – Era uma muito boa. Acho que sim, acho que sim.

Até porque a música de carrinhos de choque é terrível.

BB – E a malta podia dar “quincas” uns nos outros. (Risos). E um gajo em vez de anunciar as moedinhas anunciava as bandas – e nós ganhávamos uma percentagem.

PC – Essa ideia é muito boa de voltar.

BB – Circus MAR… [aponta num caderno]

PC – Vem aí o Circus Mar outra vez. Autarquias se faz favor, contactem-nos. Queremos levar música às populações mais escondidas do país.

BB – Pensava que ias dizer mais necessitadas. (Risos) Há uma necessidade pela música…

PC – Exactamente.

BB – Aliás, o vox pop que se vai fazendo por aí revela que existe um [grande] distanciamento entre a realidade do ouvinte de uma geração mais nova face à realidade do músico. Eu quando estive na Antena 3, na Prova Oral, o [programa do Fernando] Alvim, recebi dois telefonemas de miúdos a dizer [que] as bandas, quando ganham concursos de música, ficam muito convencidas e não voltam a tocar nas terrinhas. É mentira… custa dinheiro. A nossa luta é que o músico pare de pagar para tocar, pare de ser pago em cervejas. Existe uma sagrada trindade neste negócio – friso negócio, a arte é negócio, não só mas também.

PC – Demasiado tratada como negócio.

BB – Só para alguns. Na verdade, tens a [santa] trindade que é o público, a sala de espectáculos e o músico. No meio tens montes de intermediários. Mas essa sagrada trindade tem que perceber que é simbólica. Que dependem uns dos outros. Um bar não pode dizer que está a contar com o público da banda e depois pagar quatro cervejas.

PC – A banda não come pessoas.

BB – Tu comes uma sandes de torresmos e dizem-te: epá, não posso pagar! [Nós respondemos]: O quê? E os 20 euros que me tinhas dito que pagavas?

PC – Só trouxeste cinco pessoas [dizem eles].

BB – [E ainda acrescentam]: até fiz um cartaz tão giro com o Clipart e no Power Point para ti….

Vocês só tocam quando vos oferecem um cachet?

BB – Não, o nosso propósito é tocar, criar e fortalecer os sítios onde vamos tocar [e que estes] tenham consciência de que a máquina toda os vai ajudar. O MAR diz que a banda vai tocar, vai fazer quilómetros de ida e volta e vai pagar portagem e, se [a viagem] for acima dos 200 e tal quilómetros, tem que dormir. Entretanto, precisa de jantar… Este mínimo tem que ser garantido. Ao menos ofereçam-se condições. [Quanto ao] cachet as bandas depois hão-de combinar com o sítio. Existe uma noção de soberania, não é? A soberania do MAR é alimentar, projectar e publicitar. A soberania do bar na forma como paga é entre eles, ninguém se mete. O que o MAR quer incutir nas bandas e nos bares, é [a ideia de] que não se paga para tocar. Quando nos tentam fazer isso, o que é que nós dizemos ao espaço? [Dizemos:] Olhem, nós publicitamos, somos muito inventivos, fazemos live streamings, fazemos discos ao vivo [e disponibilizamos] para descarregar, fazemos cartazes personalizados e únicos… Ou seja, formamos uma empatia com o sitio e com o público que gostamos sempre de levar de avanço. Vamos saber que rádios é que são locais, os sítios onde tocamos, essas coisas todas. Acima de tudo, para assegurar auto-estima e qualidade. Para que a outra parte da sagrada trindade que é o público, veja um espectáculo de qualidade. Se queremos dar o salto, [dar a] conhecer música portuguesa de qualidade, para [levar] o público a comprar discos, temos que fazer uma coisa boa.

Continua a haver esse problema, o das bandas portuguesas não serem pagas?

BB – De certeza.

Mas não sentem que existe uma evolução, continua tudo na mesma?

BB – Não, há uma evolução.

PC – Não tenho tocado muito ultimamente. Não sei como as coisas estão. (Risos).

BB – Por exemplo, contactei recentemente a Sociedade Harmonia Erborense (SHE) [e] é um reflexo de que as coisas estão a mudar. É uma associação em Évora de malta que quis construir, um pouco como o Bacalhoeiro… O Bacalhoeiro é outro exemplo, às tantas teve noção que não tem muito dinheiro, mas não quer fazer dos músicos gato-sapato, porque percebeu que [é] assim [que] vai a qualquer lado, junto [dos músicos]. E a prova é que as salas têm estado cheias. A SHE e o Bacalhoeiro têm sempre boa casa. O público português continua muito desconfiado – e com razão [porque] houve um deserto complicado – e facilmente a mesma pessoa diz-te assim: Cinco euros? Vou ver quem? É caro! E também já gastei 50 para ver não sei quem no Pavilhão Atlântico. Diziam no outro dia também na Antena 3 [que] a música portuguesa, a alternativa – não pelo género, mas pela maneira de trabalhar – continua a ser a alternativa à música estrangeira. Menos [ainda assim], graças a pessoal como tu, como a Rua de Baixo, como a Feedback [Música] e outras entidades que se esforçam, pessoal como o Pedro Moreira Dias, gente que tem ajudado a música portuguesa. Mas a música portuguesa está a precisar de sair das ruas e ir para as avenidas.

PC – É preciso sentir orgulho na música portuguesa.

Voltando à Amor Fúria e а FlorCaveira, nota-se que isso está a acontecer…

JM – Para o bem e para o mal, tudo começa em Lisboa. Na zona do Porto não há movimentos deste género – pelo menos que eu conheça. A FlorCaveira é, provavelmente, dos [fenómenos] mais antigos de bandas portuguesas. O que se nota é que finalmente as coisas estão a sair de Lisboa e a percorrer o país. Nós já temos bandas em cada zona do país e tentamos organizar concertos em conjunto.

BB – O grande Ex Libris da música portuguesa é uma coisa que tem o quê? 15 anos. Ou 20.

PC – O Ex Libris?

BB – O Ex Libris, tipo o topo da música portuguesa, foi os GNR terem enchido o Estádio de Alvalade.

PC – Foi em oitentas. Houve ali uma altura nos noventas, em que houve uma tentativa de fazer subir a música portuguesa – até se organizou aquele concerto no [Estádio do] Jamor…

JM – Ah! Com os Sétima Legião ou assim, não?

PC – Foram uma porrada de bandas. Rádio Macau, Sétima Legião, Delfins, Xutos & Pontapés… uma carrada delas.

BB – Mas o Ex Libris continua a ser dos GNR. E o que é assustador é que já passaram muitos anos.

PC – Não é que os Xutos [& Pontapés] também não tenham enchido um estádio.

BB – Mas este continua a ser o que teve mais assistência. O [Rui] Reininho agora lançou um disco a solo. Acho que, infelizmente, passou despercebido. Porque a malta está toda cansada da forma e a forma está toda…

PC – Ou então a malta está toda a concentrar-se noutras coisas.

Se calhar é o sangue novo…

PC – Se calhar é o sangue novo. E ainda bem. Ver um bocadinho dos Xutos [& Pontapés] e ver que há ali outras coisas, melhores até.

BB – O primeiro concerto que vi ao vivo foi [um do] Bob Geldof com Xutos & Pontapés. Toda esta conversa de o português ser o maior e o melhor… olha que receberam o Bob Geldof muito mal. A malta só queria ver Xutos.

PC – Mas isso é bom. É esse orgulho que tem que voltar. Nervo a tocar com AC/DC. AC/DC que se lixe!

Em AC/DC, os Mundo Cão levaram com um público que só os queria ver fora do palco…

BB – Eu lembro-me é da altura em que a malta curtia ter cassetes com cenas originais que ainda não conhecia. E havia aquele orgulho: Eu tenho a cena mais obscura. E é “tuga”!

PC – Isso era no heavy-metal. O heavy-metal “tuga”. Bizarra Locomotiva, Corrosão Caótica.

BB – Aquilo que se sente agora é que estamos a viver um momento. É claro que umas [bandas e editoras] começaram mais cedo, é uma questão temporal. Uns têm pontos mais fortes – não há pontos fracos, há [zonas em que] uns se movimentam melhor. O MAR sempre se movimentou muito bem, principalmente ao nível da comunicação na Internet e das coisas pequenas que arranjávamos – as colectâneas do MAR para descarregar gratuitamente.

PC – A maneira como organiza os eventos…

BB – A maneira como organiza os eventos. Eventos conjuntos de quatro/cinco bandas, o MAR faz. Há outras coisas que a Amor Fúria faz e muito bem. É  uma questão temporal e de contactos. O MAR [agora] vai ser uma editora. É o passo normal. Consideramos que vamos enriquecer o panorama musical com os nossos parceiros e nossos compadres desta luta que são a Amor Fúria, a FlorCaveira e a Chifre – que merece os parabéns, porque a Chifre é tirada a ferros e tem tido bom nome e… é uma valente!

Portanto, este não é um passo, é “o passo”.

PC e BB – É o passo.

BB – Entre vários, muitas vitórias. Damos importância a tudo.

PC – Têm sido três anos sempre com objectivos traçados, sempre a lutar por eles e sempre a atingi-los. Este é só mais um.

BB – Estamos muito contentes com esta ideia. Sabemos as dificuldades que nos esperam. Muitas pessoas olham para a forma e associam logo as dificuldades da mesma. A forma está sempre associada à dificuldade do panorama. Não há nada mais interessante que verificares que, num tempo de crise, esta não é cultural.



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