Quantic

Will Holland passou pelo Porto.

Depois de anteriores passagens pelo nosso país, quer na condição de maestro da sua Quantic Soul Orchestra, quer enquanto dj, Will Holland aka Quantic regressou ao Porto no último sábado para um intenso dj set junto ao rio Douro, no espaço Bazaar.

Para além de músico e produtor, Holland tem fama de ser um digger inveterado, dono de uma colecção de discos absolutamente invejável, repleta de preciosas raridades. Apesar de parte das suas “descobertas” estarem disponíveis em compilações como “The World’s Rarest Funk 45s”, é nas suas sessões enquanto dj que nos podemos aperceber do seu amplo e refinado gosto.

Ainda não era uma da manhã e já as colunas do dois pisos inferiores do Bazaar debitavam uma mescla sonora composta por funk, soul, hip hop, broken beat, afro beat, drum’n bass, salsa, merengue, samba, bossa nova, reggae, dance hall… Com um grande à-vontade e uma assinalável mestria técnica na mistura, Quantic demonstrou como é possível um dj conseguir elaborar uma selecção simultâneamente eclética e coerente, tendo sempre em mente a pista de dança e a necessidade imperativa de pôr os corpos a mexer. E, verdade seja dita, podemos considerar que a missão foi plenamente cumprida, numa longa sessão de aproximadamente três horas!

A principal surpresa para aqueles que vêm seguindo o percurso de Quantic, fundamentalmente ligado às diversas expressões da música negra urbana, foi a acentuada tónica nas sonoridades sul-americanas – largamente explorada em partes substanciais do dj set. Foram, contudo, alguns dos seus preciosos 45 polegadas de funk e soul, repletos de groove, que causaram maior euforia junto do público ávido de dança, que encheu o Bazaar até de madrugada.



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