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Star Ocean: Integrity and Faithlessness | Análise

"O espaço, a fronteira final..."

A segunda metade do ano de 2016 parece prometer bons lançamentos para os fãs dos JRPGs. Alguns já saíram como Tokyo Mirage Sessions #FE, mas ainda nos esperam outros grandes títulos como Persona 5, I am Setsuna, Final Fantasy XV e Nier Automata. Não obstante, para começar desde já a compor esta lista, chega-nos agora Star Ocean: Integrity and Faithlessness, a primeira grande aposta da Square Enix no género JRPG para aproveitar os tempos livres neste Verão e em exclusivo para a PlayStation 4 na nossa região.

Embora na Europa não se veja o lançamento simultâneo na PlayStation 3, a grande verdade é que este jogo foi produzido em paralelo para ambas as plataformas no Japão. Algo que coloca os gráficos deste jogo num patamar inferior a outros títulos que ainda veremos chegar à consola de última geração da Sony. O mundo de Faycreed IV parece pouco vivo e profundo, as texturas não são fenomenais, embora as personagens que o habitam (sobretudo aquelas que controlamos) possuam alguns detalhes interessantes, sobretudo ao nível dos trajes que ostentam. Ainda assim, há um certo charme em Faycreed IV e tudo se torna mais interessante assim que a história de Star Ocean: Integrity and Faithlessness começa a arrancar a sério.

Aqueles que não conhecem os anteriores lançamentos na saga Star Ocean podem imaginar este título como uma espécie de Star Wars nipónico, em que a fantasia medieval se mistura directamente com a ficção científica. Em Faycreed IV, um mundo de cavaleiros, castelos e magia, habita o protagonista Fidel. Um espadachim por excelência, Fidel entra em contacto com um universo bastante mais avançado tecnologicamente e rapidamente se vê envolvido num conflito de proporções épicas entre duas facções intergalácticas. No centro da narrativa está ainda Relia, uma criança que perdeu a memória (há sempre alguém…) e que esconde no seu interior várias capacidades que podem mudar o rumo do conflito interestelar. O espaço é, efectivamente, a última fronteira para um jogo que, a início, parece centrar-se em questões mais pequenas para, rapidamente, ganhar proporções muito mais vastas.

Assente nos princípios que levaram os JRPGs à glória no mundo dos videojogos, os jogadores vão atravessar as mesmas áreas vezes em conta, enquanto encontram um número infindável de criaturas para combater e completam as várias missões que a história principal nos vai sugerindo. No total, a história principal demorará entre as duas e as três dezenas de horas para completar. Um número que poderá oscilar mediante a quantidade de tempo que os jogadores procurarem despender com as missões secundárias disponíveis através dos placares nas cidade principais. Sendo este um JRPG por excelência, podem ainda esperar encontrar várias habilidades para desbloquear, equipamentos que podemos comprar para maximizar as nossas personagens, assim como um sistema de crafting para a criação de novos itens.

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Star Ocean: Integrity and Faithlessness introduz um novo sistema de combate na saga. Baseado na simples fórmula do jogo pedra, papel e tesoura, aqui os jogadores podem alternar entre ataques fracos ou fortes e defesa. Por conseguinte, os ataques fracos interrompem os ataques fortes, os ataques fortes interrompem a defesa e, por último, a defesa interrompe os ataques fracos. Existem ainda os ataques especiais que acabam por conseguir sobrepor-se a qualquer defesa e ter apenas como contra-ataque dos inimigos as condições que nos podem colocar. Na nossa equipa podemos ter até sete membros e, em cada um deles, podemos configurar dois tipos de ataques especiais. Por sua vez, estes ataques dividem-se entre os que podem ser executados quando estamos próximos  dos inimigos ou mais afastados deles. Podemos ainda designar o papel de cada um dos membros da equipa, algo que pode ser definido num leque de quatro papéis diferentes em cada uma das personagens, de modo a que possam combinar os vários bónus que oferecem. O combate começa relativamente simples e acaba por tornar-se mais interessante à medida que vamos avançando no jogo e desbloqueando novas opções para personalizar a nossa equipa. A inteligência artificial dos membros da nossa equipa, algo que é indispensável, já que só controlamos uma personagem de cada vez, funciona muito bem.

Por seu lado, a dobragem em inglês não é de todo má como a de muitos lançamentos recentes de JRPGs pelo ocidente. Muito melhor, por exemplo, do que aquela que nos chegou há uns anos atrás com Final Fantasy XIII, mas de alguma forma pior do que aquilo que foi alcançado com o excelente Ni No Kuni: Wrath of the White Witch. Ainda assim, manter as vozes originais em japonês será, com toda a certeza, a melhor opção para os fãs hardcore do género.

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Star Ocean: Integrity and Faithlessness é um jogo que agradará a todos os fãs dos JRPGs, sobretudo àqueles que gostam dos clássicos do género. Apesar de não possuir gráficos deslumbrantes, a jogabilidade de combate é interessante e melhora à medida que vamos gastando mais tempo com o jogo. Também a narrativa possui contornos que vão envolvendo o jogador enquanto explora o distante planeta de Faycreed IV. No entanto, não será com certeza o título mais forte a sair da Square Enix durante este ano, dentro do género JRPG. Uma honra que, com toda a certeza, estará guardada para Final Fantasy XV. Não obstante, este é um título que merece toda a atenção dos fãs do género e, claro, da própria saga Star Ocean e que, durante as suas cerca de 30 horas que preenchem a campanha principal, envolverá os jogadores numa boa narrativa de ficção científica e fantasia medieval.



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