Stop Motion para Eadweard Teatro Trindade

Stop Motion para Eadweard Muybridge

Uma intensa viagem à obra e vida do criador da stop motion para ver até 31 de janeiro na Sala Estúdio do Teatro da Trindade, em Lisboa.

Num ambiente minimalista e íntimo, o espetáculo escrito e encenado por Ricardo Cabaça cruza em cena várias linguagens: teatro, cinema e fotografia. Áreas exploradas por Eadweard Muybridge ao longo da sua busca incessante pelo impossível, por criar algo original.

Zé Bernardino, Daniela Rosado e Elisabete Pedreira trazem a palco uma ode ao movimento, à expressão e às emoções. “Com toda a certeza que quem vier encontrará imagens muito fortes e marcantes para sublinhar e metaforizar aquilo que é a vida do Muybridge”, descreve Ricardo Cabaça.

Para além do importante contributo para o cinema, através da criação do zoopraxiscópio, (instrumento com que deu movimento às imagens) a escolha de Eadweard Muybridge assentou “ao mesmo tempo, não só porque a obra nos encanta como também a própria vida acaba por ser um mistério. A vida dele é muito rica em acontecimentos e em polémicas”, explicou o encenador.

“Stop Motion para Eadweard Muybridge” volta aos palcos depois de ter sido selecionado no Festival Temps d’Images para ser apresentado dois dias no Teatro Nacional D.Maria II, em novembro passado. A mudança do ator principal e as características da sala-estúdio do Teatro da Trindade, fizeram com que o espetáculo sofresse algumas alterações: “é muito diferente e quem viu no Teatro Nacional D.Maria II, aqui verá um espetáculo substancialmente diferente. Não é um objeto novo, mas é um objeto artístico muito diferente”, explica o encenador.

A partir de 14 de janeiro e até ao final do mês, a peça estará em cena de quinta a sábado na Sala- estúdio do Teatro da Trindade com sessões às 21h45 e, ao domingo, às 17h.

 

Fotografia de Rita Delile



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