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Sweet Billy Pilgrim | “Crown and Treaty”

Uma grandiosidade soberba

Ao fim de nove anos de carreira, os Sweet Billy Pilgrim regressam com o seu terceiro álbum de originais intitulado “Crown and Treaty”. Este último trabalho, à venda desde finais de Abril, tem uma grandiosidade soberba e comprova que a nomeação aos Mercury Prize em 2010 para o anterior “Twice Born Men” só fez com que a banda mantivesse os seus padrões elevados e mostrasse a sua espantosa musicalidade. A guitarrista Jana Carpenter, e que em algumas canções empresta a sua voz nos coros, vem juntar-se ao núcleo liderado por Anthony Bishop, Tim Elsenburg e Alistair Hamer. Trata-se de uma mais-valia para a concepção estética (digamos física, em termos de beleza) e de sinónimo de mudança sonora.

As orquestrações de “Crown and Treaty” encontram um ponto de equilíbrio muito positivo dando azo a uma vulnerabilidade pop como faz Rufus Wainwright e a uma folk inesperada, insensível, mas que se encontra entre as músicas se escutarmos tudo com atenção. Tim Elsenburg parte de atmosferas experimentais e detentoras de drama para a composições deste último trabalho.

O tema que abre o disco, «Joyful Reunion», vive sustentado por uma espécie de fanfarra melodicamente estruturada e com uma beleza muito natural. As próprias vocalizações de Jana Carpenter emitem outras vibrações, mais positivas do que escutamos em «Brugada», cuja letra foi escrita após a morte muito prematura e inesperada do irmão do vocalista Tim Elsenburg. Esta última canção vive um sentimento sincero e profundo que se escuta em cada palavra.

«Archaeology» é outra canção que oferece essências novas aos ouvintes. Ao longo das 9 faixas do disco, escutamos elementos semelhantes aos britânicos Elbow ou aos Fleet Foxes, que a banda assume como suas influências.

Este registo mais solto e pungente do que o anterior, faz com que os Sweet Billy Pilgrim tenham construído um disco que serve para “descascar” e em cada camada os nossos ouvidos escutarão sempre aquelas músicas de maneira diferente. Não se trata de uma concepção negativista, mas até uma boa maneira de não nos enjoarmos.



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