The Divine Comedy @ Aula Magna (07.11.2019)

The Divine Comedy apresentaram “Office Politics” em dia de aniversário.

A banda irlandesa The Divine Comedy apresentou-se no dia 7 de novembro, na Aula Magna, dia de aniversário do seu frontman Neil Hannon. A sala de espetáculos de Lisboa, estava praticamente lotada. A plateia mostrou-se extremamente entusiasta durante mais de duas de concerto e, inclusive, cantou os parabéns a Neil, figura principal e único elemento presente dos trinta anos de carreira da banda, pelo seu quadragésimo nono aniversário.

Foi montado um escritório no palco da Aula Magna, que incluía um relógio, que necessitava de acerto manual, uma secretária com um personal computer, uma porta de entrada e outra de saída.

O concerto começou com «Europop». Logo após, o anúncio de Neil Hannon do dia especial que era. Vestido com a rigor, como o faz habitualmente, exibia uma gravata vermelha, era indicada para os tons do escritório da noite. Alguns temas depois do momento de parabéns, Hannon senta-se em frente do PC “irritado com a manhã de trabalho”, chegando mesmo a dar uns murros na mesa e no monitor. Momentos antes, de começar a tocar «Norman a Norma», explica que a faixa foi dedicada a um jovem casal de foi de lua de mel para o este de Inglaterra. À medida que o concerto vai avançando, a hora vai sendo “atualizada” manualmente no pseudo-relógio. Depois de tocarem «To the Rescue» anunciam que a próxima não será agradável para os ouvidos de ninguém. Soltam a malha eletrónica kraftweriana «The Synthesiser Service Centre Super Summer Sale», foi diferente de tudo até então, fora da caixa no mínimo. Em «Infernal Machines» a parte mais rock de todo o espetáculo. Seguiram-se alguma músicas até à aguardada «National Express», neste momento já ninguém estava sentado na Aula Magna. Quando termina «National Express», Neil pede para a plateia se sentar e, promete que vai tocar tudo o que pedirem. Uma voz grita por uma canção e o pedido é satisfeito. A reter ainda «Absent Friends», e o abandonar do palco após «When the Working Day is Done».

O melhor estava guardado para o encore. Os seis elementos emparelhados, Neil no centro, duas guitarras acústicas, um baixo e um piano de sopro. Soltaram três faixas acústicas, acabando com «Tonight We Fly». Momentos finais mágicos que, só por si, valeram uma ida à cidade universitária.

Os The Divine Comedy têm uma plateia fanática de quarentões. Esperamos um regresso em breve, assim como, a continuação de longa vida ao projeto de Neil Hannon.



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