Copenhagen Coffee Lab

VILLAGE UNDERGROUND

Aberto ao público desde Maio de 2014, o Village Underground Lisboa pretende ser um espaço que alberga criatividade, trabalho, lazer, assim como novas ideias e artistas. Um complexo de 14 contentores e dois autocarros servem de lugar destinado ao cowork, para a comunidade criativa.

O impulso surgiu há cinco anos pela mão de Mariana Duarte Silva e é o primeiro “descendente” do Village Underground London (prevê-se uma expansão para Berlim). Após ter vivido, entre 2007 e 2009, em Londres, onde trabalhou neste espaço, criado na capital inglesa, a manager decidiu importar a ideia e trazer na bagagem este novo conceito para a cidade de Lisboa. A inovação assenta na concepção de uma nova forma de trabalho, que promove a interacção entre pessoas com ideias de negócio variadas, ligadas às indústrias criativas, bem como na própria concepção espacial da estrutura que as acolhe.

Ao longo destes anos de preparação, na procura de um terreno para implantar o projecto, bem como de parceiros, equipamento e financiamento, a Carris arrendou um espaço na antiga estação de Santo Amaro em Alcântara, o qual, também, aloja o Museu da Carris. Já há algum tempo a empresa de transportes públicos ambicionava um espaço cultural ligado ao museu e, nada melhor que a multiculturalidade do VU para criar uma ligação ao museu e à própria cidade. A par da Carris, o apoio financeiro surgiu por parte do Montepio, na sequência da inserção do projecto na Startup Lisboa, tendo a Câmara Municipal de Lisboa integrado o painel de parceiros.

Este persistente percurso culminou na construção, durante sete meses, do espaço físico. Reunindo uma equipa que contou com um arquitecto, um designer, um street artist e um engenheiro, o VU começou a ganhar forma, através do recurso a contentores, à semelhança do “irmão” inglês. A escolha destes elementos surgiu pela vontade de Tom – o criador da versão londrina -, de dar uso a equipamentos que já não tinham vida, transformando-os em espaços de trabalho com rendas acessíveis, ao serviço de uma comunidade criativa.

Contentores dispostos numa lógica espacial de criação de áreas fechadas e privadas, conjugadas com áreas exteriores e intermédias, fazem jus a um espaço que se pretende variado e multifacetado. Segundo o arquitecto João Cassiano Santos, a urbanidade conseguida está na disposição dos contentores, cujas “quatro torres formam uma espécie de quadrado com pátio no meio, ligado com pontes à volta”. “O espaço exterior, apesar de aberto tem sombra e é um sítio de reunião natural”, com uma esplanada, traduzindo um carácter mais informal na sua vivência. Um projecto que “aposta na interacção dos espaços exteriores e espaços intermédios”, “pensado para se viver não só no interior, mas também no exterior”, como afirma o arquitecto. A pintura dos contentores ficou a cargo do street artist Akacorleone, através da plataforma Underdogs, que confere côr e dinamismo ao espaço. A própria pintura configura-se como uma instalação inserida na exposição Find Yoursel in Caos. Cada contentor pode albergar até quatro pessoas e são revestidos com produtos da Gyptec, apostando, também, na sustentabilidade, sendo “ecofriendly”. Os dois autocarros servem, por seu lado, de cafetaria – renovada por Joana Astolfi -, e de sala de reuniões.

As candidaturas começaram com um open call no Facebook, mas também se fizeram sob a forma de convite, sendo as espontâneas, posteriormente analisadas e selecionadas. Neste pólo cultural as empresas dirigem-se a diferentes sectores, espelhando, assim, o objectivo de uma panóplia de actividades.

Neste local de cowork, encontra-se a sede do Canal 180, dedicado às artes, criatividade e cultura e da Buzico Produções, “uma casa aberta às artes de palco e a todos os seus protagonistas”. O escritor Pedro Miguel Rocha escolheu o VU para ser o seu espaço de trabalho e lançamento do programa semanal de entrevistas a escritores, “Contentor 13”, transmitido pela RTP2. Já os Foccacia in Giro recuperam “o antigo livro de receitas da avó Giovanna”, numa demanda pela reprodução do mesmo sabor. A dupla de advogadas Alternative Legal, por seu lado, dirige-se aos projectos inseridos nas áreas criativas e de novas tecnologias, bem como de startups.

É aqui, também, a sede do Copenhagen Coffee Lab, fundado por um grupo de dinamarquesas que, com a sua truck, dá apoio a eventos como conferências, exposições, casamentos, festas privadas, entre outros. Os Estúdios de Som Metalbox Soniclab, cujo mentor é Gustavo Rodrigues, trabalham num contentor transformado para o efeito, num espaço diferente dos restantes. Por fim, Mariana Duarte Silva tem o seu próprio contentor onde dirige o VU e a Madame Management, uma empresa na área da comunicação.

Copenhagen Coffee Lab

Para além dos espaços de trabalho, o VU promove diversos eventos para todo o público, que vão desde o teatro e cinema, a dj sets, concertos e exposições, passando por mercados gastronómicos e workshops. A oferta é bastante variada para quem queira disfrutar de um espaço que respira e transpira cultura, inovação, criatividade e que, recentemente, ganhou o prémio Time Out Novidade do Ano.

Programação 2015:

Fiquem atentos à página do Facebook do Village Underground para mais novidades.

 



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