#7àSEXTA | Lcomandante & General

#7àSEXTA | Lcomandante & General

Uma espécie de um 2 em 1 musical que invadiu, literalmente, o nosso espaço auditivo e fixou-se que nem pastilhas Gorila

De facto, as sextas-feiras continuam a ser muito importantes para nós! Depois de uma pequena ausência, a grande rubrica #7àSEXTA está de regresso e, claro, sempre em alto estilo. Para esta semana não temos apenas um convidado, mas sim dois. Uma espécie de um 2 em 1 musical que invadiu, literalmente, o nosso espaço auditivo e fixou-se que nem pastilhas Gorila.

Esta aventura teve início quando Lcomandante (Cláudio Teixeira) se sentiu pela primeira vez sozinho neste mundo e a necessitar de companhia. Lcomandante olhou à sua volta e viu que todos eram felizes com os seus pares, menos ele. Vivia solitário com a sua guitarra, até certo dia que activou a sua fé pedindo para Deus lhe dar uma companhia nesta viagem. E do céu, tal como nos descreve Lcomandante, chegou o General (Filipe Almeida), rodeado de sintetizadores e na frente da sua nave cintilava o símbolo de uma maçã já trincada. Olharam nos olhos um do outro, abraçaram-se, e nesse dia ligaram o céu à Terra. Após este apego, os sintetizadores fundiram-se com as guitarras formando um novíssimo meio de transporte para os dois. Nesse mesmo dia, entenderam que a sua missão é sondar e invadir todo o lugar onde se encontram corações acorrentados, libertando-os pelo poder dos seus lasers. «Gorila que invadiu» acaba por se colar ao nosso cérebro, mantendo-se em repeat e aposto que, daqui a uns anos, se olharmos para um gorila, iremos remeter o nosso pensamento para tal canção. As suas escolhas musicais reflectem todo este universo vivido por estes dois jovens que querem, apenas, cintilar nos nossos dias e sempre com um sorriso estampado no nosso rosto e deixar as nossas pernas «bambas» de tanto ritmo.

Sexta-feira | The Fevers – «Paloma Blanca»

“Gostamos de derramar algum sofrimento no nosso romantismo, dançar enquanto choramos. Cantar com a voz quebrada pela emoção. Sentir frio quando não existe. Com este mood avançamos com a sensibilidade necessária para interpretar correntes ocultas na vida.”



Sábado |​ Baltimora -​ ​«​Tarzan Boy»

“De liana em liana viajamos pela selva. De peito feito ao mundo, enfrentamos os animais desta jornada. Hidratamos com água de coco e à noite dormimos com macacos, que nos acariciam a cabeça. Acordamos e evoluímos.”

Domingo |​ Zlad! -​ ​«​Elektronik Supersonik»

​”Invadir o espaço e voltar à Terra. Ir completamente baço e regressar a brilhar, porque as pastilhas 5 in 1 tornam-nos transparentes sem marcas persistentes. Regressados à Terra, todos querem encher o nosso copo. Nem todo o líquido reage bem ao nosso espaço!​”



Segunda-feira |​ Gunther -​ «Tweeny Weeny String Bikini​»

​”Dias que começam à noite e acabam de manhã. A tudo o que provamos reagimos com um “OH LA LA”. Sobe a temperatura e a roupa já não é nossa, pertence ao chão. O sono começa quando o dia é nosso!”



Terça-feira |​ Scotch – ​«Take Me Up»

“Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas. Só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas.”

Quarta-feira |​ Stealers Wheel – «Stuck In The Middle With You​»

“Corremos para o dia depois de amanhã. Estamos entalados entre o dia que passou e o que vem. Se não estivesses lá, não nos sentiríamos assim tão presos a hoje.”
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Quinta-feira |​ D’Alva – «Frescobol»

​”E ao sétimo dia descansamos. Depois da obra feita, partimos com os nossos amigos até uma praia e jogamos frescobol até descascar.”

Ficaram curiosos? Se estiverem nas Caldas da Rainha no próximo dia 23 de Outubro poderão escutar ao vivo todos os grandes êxitos desta dupla. Ou então, para matar a curiosidade, podem escutá-los no soundcloud e segui-los através do Facebook.

Fica o post scriptum – “As músicas que criamos desenvolvem-se ligadas completamente ao nosso mundo interior, manifestando-se através dos nossos corpos em fisicalidades que se situam numa aparência de transe. Por isso, não entendemos que o nosso som represente um género, mas é a explosão de uma necessidade interior dirigida a quem recebe.”



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