A casa da Bernarda Alba

Uma das obras mais emblemáticas de Federico Garcia Lorca, em forma de bailado e de peça de Teatro. Para descobrir no Teatro S.Luiz em Lisboa.

Um dos textos mais dramáticos e emblemáticos do escritor espanhol Federico Garcia Lorca, “A Casa de Bernarda Alba”, serve de mote para dois projectos distintos, que partilham o mesmo espaço e cenário. Uma peça de teatro e um espectáculo de dança. Estas são as propostas do Teatro S.Luiz, até dia 17 de Julho.

Federico Garcia Lorca nasceu na região de Granada, Espanha, tendo sido assassinado pelos “Nacionalistas”, com apenas 38 anos de idade. Homossexual assumido, socialista convicto, Lorca foi perseguido pela extrema direita durante toda a sua vida, que o prendeu justificando que o escritor era “mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver”.

A Casa de Bernarda Alba foi a última peça escrita por Federico Garcia Lorca,  exactamente dois meses antes de ter sido assassinado em 1936. Considerada uma das melhores obras de Lorca, este drama mostra-nos como um poder autoritário, intolerante, repressor da liberdade sexual das mulheres e que esmaga o outro na sua individualidade e diferença, gera inevitavelmente a revolta e a luta pela liberdade.

Diogo Infante e Ana Luísa Guimarães encenam um elenco de luxo, totalmente feminino e encabeçado pela superior interpretação de Maria do Céu Guerra, no papel de Bernarda Alda, a autoritária e ditadora mãe, que gere a sua “nobre” família constituída por 5 filhas.

Para além de um fabuloso e minimal cenário, constituído por um polígono irregular sobre o palco (com um quadrado aberto no meio, que pode representar uma janela para a liberdade), a peça conta com interpretações surpreendentes de algumas das mais novas actrizes da nossa “praça”.

A peça demonstra como a opressão pode levar à desgraça e que a liberdade sexual é um direito de todos e não pode ser reprimido.

Não querendo entrar em pormenores sobre o espectáculo, o melhor será mesmo irem assistir à peça.

Aqui fica a ficha técnica de ambos os espectáculos.

TEATRO

Junho – 18, 22, 23, 28, 29, 30 às 21h00 dia 19 às 17h30
Julho – 2, 5, 6, 7, 8, 12, 13, 14, 15, 16 às 21h00 dias 3, 9, 17 às 17h30

Encenação: Diogo Infante e Ana Luisa Guimarães
Música original e arranjos: Bernardo Sassetti
Interpretação: Maria do Céu Guerra, Laura Soveral, Ana Bustorff,  Sara Gonçalves, Adriana Moniz, Flávia Gusmão, Cátia Pinheiro, Cucha Carvalheiro, Custódia Gallego, Luisa Salgueiro

DANÇA

Junho – dia 25 às 21h00 e dia 26 às 17h30
Julho – dias 1, 9 às 21h00 dias 2, 10, 16 às 17h30

Lisboa Ballet Contemporâneo

Direcção Artística e Coreografia: Benvindo Fonseca
Assistência à coreografia: Paula Careto
Música original e arranjos: César Viana
Interpretação: Isabel Queiroz, Alessandra  Cito, Elisa Ferreira, Ana Santos, Débora Queiroz, Maria João Salomão, Isadora Ribeiro, Maria Franco, Angela Eckart, Hugo Martins.



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