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Alan Braxe

Titã do House francês.

Alan Braxe, de nome verdadeiro Alain Quême, nasceu em França, numa cidade a cerca de 100 kms de Toulouse chamada Brax do qual viria a sair o seu nome artístico. Da sua família faziam parte outros dois DJs de renome, os seus primos Delphine e Stephane Quême, mais conhecidos como Quartet e DJ Falcon com quem viria posteriormente a trabalhar.

Em 1997, lança o seu primeiro single “Vertigo” para a Roulé  de Thomas Bangalter, um dos membros dos Daft Punk que tinham lançado até à altura dois grandes singles “Da Funk” e “Around The World”, tendo já alcançado um sucesso considerável tanto nas pistas de dança como nas tops internacionais.

No ano seguinte, ainda em colaboração com Thomas Bangalter e com Benjamin Diamond, Alan lança aquele que foi considerado um dos maiores êxitos da música electrónica da sempre, “Music Sounds Better With You”, no projecto Stardust cujo sucesso lhes valeu o 1º lugar nos tops de música de dança nos Estados Unidos.

O sucesso desta faixa incentivou Braxe a criar a sua própria editora independente: a Vulture Music, no ano 2000, com o intuito de produzir o seu próprio trabalho e aumentar o número de colaboradores com quem participaria, assim como de lançar novos artistas. Esta editora foi um marco do “French Touch”, nome utilizado para descrever o House francês ou Euro-Disco que era feito na altura, entre 1990 e 2000, onde entre alguns nomes de referência podíamos encontrar: Cassius, Etiénne de Crecy e  Daft Punk, tendo estes últimos sido os mais marcantes neste estilo de música de dança, através de Thomas Bangalter. Juntaram-se-lhes mais tarde os nomes provenientes da Vulture: Kris Menace, Lifelike, Fred Falke e o próprio Alan Braxe.

A primeira música a saír pela Vulture foi “Intro” que provou ser um hit e pouco a pouco se tornou um clássico das pistas de dança.

Nomes sólidos da cena electrónica actual começaram na Vulture, como Kris Menace e Lifelike ou os menos conhecido e recentes Sedat, the Turkish Avenger, Das Glow e os ingleses Fenech Soler entre outros projectos de colaborações de Braxe como Defender e The Paradise, sendo que estes trabalhos de co-produção eram frequentes nesta editora.

Saíram, sob o nome da Vulture, músicas como a sensual “Discopolis”, nascida da colaboração Kris Menace com Lifelike, a incrível “Lumberjack”, co-produção Braxe-Menace e “I Feel Music In Your Heart” de Kris Menace com Stars on 33 que viria mais tarde a ser remisturada por ele e pelo colega de editora, Laurent Ash, Lifelike como é mais conhecido.

Esta editora conhecida pela sua identidade artística retro-futurista, continua até aos dias de hoje a ser considerada um pilar na cena electrónica francesa, distinguida pela qualidade das suas produções. Serviu como rampa de lançamento a Kris Menace que mais tarde fundou as suas próprias editoras o que lhe permitiu por sua vez apostar em novos nomes como forma de retribuir aos deuses da música.

Assim, de Kris Menace surgiu a “Compuphonic” de componente mais electro-techno, por onde editou trabalhos seus e colaborações com Felix Da Housecat, Fred Falke e DJ Spooky. Foi talvez através desta editora que Christophe Hoeffel (de nome verdadeiro) lançou aquelas que serão as suas músicas mais emblemáticas como a muito dançável “Artificial”, a belíssima “Fairlight” e a potente “Steamroller” .

Fundou também a “Work It Baby”, apostando novamente em trabalhos de colaboração e  em novos projectos como Moonbootica, Jaunt e Charlie Fanclub  e editando trabalhos de colegas da Vulture: “Running Out” de Lifelike, “Music From My Friends” de Fred Falke assim como as suas próprias co-produções com Adam, Quartet, Serge Santiágo e Tom Neville.

Enquanto isso a Vulture continuava a editar permitindo a Alan Braxe a experimentação de novos caminhos como fez com “In Love With You” (2003) e “Rubicon” (2004), co-produzida por Fred Falke. Aliás este último artista, cujo início de carreira como baixista o levou a enveredar por uma carreira de produtor, acompanhou a carreira de Braxe, desde quase o início com remisturas de estilos tão variados como o hip-hop de “Bossy” (Kelis), o funk de “Alright” (Jamiroquai), a electrónica dos australianos Van She com “Kelly”, o rock de “Black History Month” dos Death From Above 1979, do super-êxito “D.A.N.C.E.” dos Justice trabalhando também em originais como as já referidas “Intro” e “Rubicon”. Esta colaboração durou até ao ano de 2008 altura em que as suas carreiras tomaram caminhos separados tendo Fred Falke começado um novo trabalho de co-produção com o alemão Kris Menace.

Foi com a ajuda deste produtor alemão que, em 2006, Alan Braxe se aventura do djing e passa 2 anos a fazer DJ sets em clubs nos Estados Unidos, Europa e Austrália, fazendo-o redescobrir o ambiente da cena nocturna que o fez apaixonar pela  música electrónica. Em 2007 junta-se a Menace para produzir uma das suas músicas mais conhecidas: “Lumberjack” e faz uma remistura para o hit de Kylie Minogue “2Hearts”.

Em 2008, lança “Addicted” de grandes influências Dubstep, fugindo das suas raízes house e juntamente com Fallon cria talvez o maior desvio em termos musicais da sua carreira na direcção da música de dança mais comercial, ao fazer uma versão com voz para “Addicted” de nome “Nightwatcher”.

Ao lado de Thomas Bangalter, Alan Braxe, juntamente com a sua editora Vulture e os ícones que daí surgiram, pode ser considerado um dos nomes mais importantes do French Touch e um nome de referência na cena electrónica, não só francesa, mas mundial.

É no dia 16 de Julho que a D.I.S.C.O.Texas traz de novo ao Lux mais um dos grandes marcos da música de dança actual. Acompanhado de Xinobi e Rockets, Alan Braxe promete-nos uma visita ao passado recente de 2000 e uma noite de dança com algumas saudosas músicas do arranque do século XXI.



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