“Alma de Gato” | Ruth Berger

“Alma de Gato” | Ruth Berger

Hapiness is to be owned by a cat

Já alguém o dizia: a felicidade é pertencer a um gato. A frase que algum provável dono de gato inventou está em placas, cartazes e serve até como descrição de fotografias a transbordar de amor pelo animal de estimação. Porque é que o gato é tão amado e odiado, responsável por atos impensáveis de bruxaria que nunca se ligaram a outro animal doméstico e, ao mesmo tempo, admirado e venerado, uma verdadeira alma superior que daria ao ser humano uma ligação direta e privilegiada para o mundo dos espíritos mais sagrados?

É isso que Ruth Berger, pseudónimo de um jornalista, pretende deixar em pratos limpos para todos os curiosos deste pequeno felino capaz de domar humanos. Reunindo setenta e oito histórias de amor genuíno entre gatos e os seus donos, numa linguagem simples e sem complicações, “Alma de Gato(Divina Comédia, 2013) é um espelho para o génio destes animais e dos laços que, sem palavras e às vezes com poucos gestos, se ligam aos donos, criando gradualmente uma relação como muito poucos seres humanos são capazes de criar naturalmente entre si.

Mas como as histórias de amor não acontecem só entre pessoas comuns, “Alma de Gato”retrata ainda a ligação de alguns famosos em diferentes áreas e os seus felinos favoritos, mostrando ao leitor uma perspectiva completamente nova, capaz de derreter os corações mais duros. Quem imaginaria escritores como Mark Twain, Hemingway, Victor Hugo, Edgar Allan Poe ou Charles Dickens a produzir das mais brilhantes obras da literatura enquanto afagavam a cauda do gato, deixando-o brincar entre as suas pernas ou aninhar-se no seu colo? Se por vezes é complicado trazer as personagens que admiramos ao mundo real, é bom saber que há algum animal que tem esta capacidade, expondo cruamente o verdadeiro íntimo de cada homem por trás da capa que todos usamos.

Que alma é esta, afinal, capaz de se comparar à dos grandes líderes? Numa coisa o autor é claro: este é um livro para amantes de gatos. Ou para leitores simplesmente curiosos e ligeiramente fascinados pela subtileza do carácter de um animal que, mesmo sem manifestações eufóricas, reúne uma infinita legião de seguidores pelo mundo fora. Será corajoso o suficiente para se render?



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