Capitão Fausto

Capitão Fausto

Em vésperas de lançar um novo álbum aproveitámos para ter dois dedos de conversa com os Capitão Fausto. Uma conversa sobre passado, presente e futuro com o Manuel e o Salvador.

O passado.

O ano de 2012 foi de afirmação e de aprendizagem para os Capitão Fausto e foi exactamente esse o ponto de partida para a nossa conversa, com o Salvador a frisar isso mesmo: “foi um excelente ano de aprendizagem”, e para além disso o, “primeiro disco foi bom para termos noção de todo o processo de gravações, de composição e de nos habituarmos a esse mundo novo mas também para tocar”.

Já «Teresa» foi um cartão de apresentação fortíssimo do “Gazela”. O single teve uma enorme visibilidade e por isso não resistimos a perguntar se nalgum momento os Capitão Fausto não sentiram receio de ficar conhecidos como a banda da «Teresa» e a resposta não poderia ter sido mais clara pela voz do Manuel: “nós começámos a ver que a música teve uma rotação boa mas eu acho que nós nunca chegámos a ver a Teresa como uma coisa má, de ‘vão-nos catalogar por causa disso’ porque eu acho que ela fez o seu trabalho, que foi chamar pessoas a ouvirem o nosso disco, chamar pessoas a verem os nossos concertos e eu acho que basta ir a um concerto nosso para perceber que a «Teresa» é uma pequena fatia do que nós fazemos (e ainda bem), assim como todas as outras músicas o são. Mas nunca tivemos propriamente medo de ser encarados como a banda da Teresa”.

O presente com os olhos postos no futuro.

“Gazela” foi lançado ainda em Novembro de 2011, com o selo da Chifre, uma pequena editora independente (daquelas que tanto têm feito pela música nacional). O novo álbum já será editado com o selo da Valentim de Carvalho, o que é uma diferença enorme, é toda “uma estrutura por trás” e é o desejo de “poder fazer isto a tempo inteiro” mas sem nunca esquecer a Chifre porque “deu uma ajuda inacreditável”.

«Célebre Batalha do Formariz», o primeiro avanço do novo álbum, levantou um pouco a ponta do véu sobre o que aí vem e soa realmente diferente de “Gazela”, embora a banda o veja de uma forma distinta: “é um disco que as pessoas vão ver que é realmente diferente se bem que para nós foi uma coisa completamente natural”, isto porque grande parte das canções já tinham sido compostas há algum tempo e “o nosso próprio som foi mudando naturalmente”. O álbum foi gravado após o final do intenso circuito de festivais que os Capitão Fausto integraram em 2012, primeiro “numa casa para compor e depois (…) para outra para gravar, uma semana depois”. O resultado, segundo o Manuel “é um disco diferente. É um disco mais cheio. Às vezes os adjectivos não são…”. Aqui a palavra faltou mesmo mas nós percebemos a ideia!

Os Capitão Fausto sabem bem o que querem. A nós resta-nos esperar que eles nos mostrem…



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