Dada – História de Uma Subversão de Henri Béhar e Michel Carassou

“Dada – História de Uma Subversão” de Henri Béhar e Michel Carassou

Uma edição Antígona.

Tendo o Dadaísmo sido, mais do que uma corrente artística, uma forma subersiva e quase-taoista de encarar a vida, merece sem dúvida melhor do que ser enquadrado num qualquer compartimento do infinito e cada vez mais aborrecido museu da informação que andamos a construir via internet sobretudo porque a única altura em que os museus vão iluminar alguém é quando estiverem a arder.

Aliás, se algum ser humano for capaz de passar incólume pelas páginas de “Dada – História de uma subversão” (Antígona, 2015), de Henri Béhar e Michel Carassou, deverá ser declarado clinicamente morto, já que, por entre o hilariante sarcasmo artísitico dos ready-mades de Marcel Duchamp e a poesia-armadilhada de Tristan Tzara, o que não faltam são fogazes derivações da destruição criativa de Bakunine em modo mash-up com a filosofia oriental.

Apesar de tudo, a segunda metade do livro prossegue em modo dissertação crítica, associando de certo modo o movimento Dadaísta a tudo o que criticavam como as preocupações com a forma e a estética, procurando ao mesmo tempo desconstruir toda a espontaneidade pela qual Tristan Tzara, Hugo Ball e companhia tanto lutaram.

Ainda assim o livro de Henri Béhar e Michel Carassou é uma leitura valiosa, sobretudo para aqueles de entre nós que procuram inspiração nas palavras, e acima de tudo na história, a fim de incendiar âmago da vida.



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