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Ponto Rádio.

A Internet trouxe imensos benefícios, nenhum de nós coloca isso em questão. Podemos aceder ao correio, falar com um amigo que esteja na China, saber das notícias da Austrália, ler jornais em russo. E podemos, também, ter a nossa própria rádio. Foi o que fez Rita Pereira. Bem vindos à dotcomRadio.

Como surgiu a ideia para este projecto?

O conceito base era criar uma rádio, que divulgasse novos temas do género free mp3 que vão saindo todos os dias. Como a rádio não tem vertente comercial, o formato seria vantajoso. O problema era a falta de conteúdos… daí ter surgido a ideia de convidar podcasters, que tinham programas regulares, a retransmitirem na dotcomRadio. Nno fundo pedimos autorização para passar os programas semanalmente, num horário acordado. Neste momento temos o Luke’s English Podcast às segundas, Mescla Sonora às quartas e Damm Good Movie Show às sextas. Em breve teremos mais novidades.

Quem está por detrás desta ideia?

A dotcomRadio é um projecto pessoal de uma entusiasta por rádio, um meio muito interessante em termos criativos, mas que infelizmente parece estar um pouco estagnado. Daí o papel do online: por um lado é vital para as rádios tradicionais, que talvez ainda não tenham encontrado forma de tirar partido da presença na Internet, por outro, permite o surgimento de projectos que exploram novas possibilidades no meio radio. O facto de ser um projecto pessoal não impede que venha a ser um projecto de parcerias.

Como pretendem destacar-se no universo do online?

Seria muito mais fácil se existisse uma fórmula para a expansão na Internet…. Creio ser necessário um trabalho constante e alguma persistência, dar entrevistas como esta é importante, claro. Para já estamos a convidar mais podcasters; pretendemos também apostar em parcerias com outros projectos que existem a nível nacional.

Dotcom, o nome diz tudo. O futuro está no online?

O futuro passa sem dúvida pelo online. É uma realidade incontornável, e um desafio para os media tradicionais. No caso da rádio, ao longo da sua história tem resistido aos novos “concorrentes” que foram aparecendo (por ex. a televisão) e soube encontrar sempre o seu lugar. Penso que desta vez o desafio é maior, e o caminho não é óbvio. A Internet veio mudar tudo, os ouvintes, e consumidores, estão online, mas parece ainda não haver um modelo de negócio que se adapte e tire partido desta nova realidade.

Como vêem a expansão das rádios online?

Hoje é relativamente fácil criar uma webrádio, é possível até fazê-lo sem qualquer custo, o que permite a qualquer entusiasta ter oportunidade de experimentar e criar o seu próprio espaço radiofónico. Isto é positivo, obviamente; o problema é que na Internet os projectos não sobrevivem se não tiverem público. O grande desafio é encontrar formas de visibilidade, o que não é fácil. Penso que também se criou uma ideia de que as webradios geralmente são muito amadoras… não sei se assim é, mas na dose certa um certo amadorismo pode ser interessante até.

Inglês ainda é, por defeito, a língua do futuro?

No caso da dotcomRadio apostamos no inglês como língua base na plástica da rádio. Os podcasts que transmitimos, até ao momento, também são em lingua inglesa, o que não quer dizer que essa seja uma condicionante. Já fizemos inclusive convites a podcasters de outras nacionalidades, que apresentam podcasts em francês e espanhol, por exemplo. O importante é a relevância dos conteúdos, a lingua creio ser um factor secundário para o ouvinte a que pretendemos chegar. Gostaríamos inclusive de ter mais conteúdos em Português.

Podcasts, online…são palavras que ainda fazem confusão a muita gente?

Penso que não. Pelo menos para a faixa mais jovem são termos com os quais já se familiarizaram. Curioso que o podcast, por exemplo, é um formato com imensa potencialidade e que revolucionou a forma como se ouve rádio. Se tradicionalmente para ouvir determinado programa era necessário estar sintonizada a determinada hora, hoje posso subscrever o podcast e ouvir o que quero, quando quero. Acaba por mexer com o carácter instantâneo da rádio. Por outro lado, em termos de produção, hoje em dia qualquer pessoa pode criar o seu próprio espaço, programa… o problema, para os podcasters, é captarem novos subscritores. Daí a dotcomRadio pretender ser uma forma de divulgar programas de qualidade, mas quase anónimos.

Pretendem abranger diversos assuntos, como cinema, música, jogos. É essa a diferença? Qualquer pessoa pode vos enviar podcasts?

Exacto. Temáticas de interesse fora do eixo habitual de assuntos importantes que fazem grande parte da agenda diária dos media. Em Inglês, Português, Castelhano, Francês ou Italiano são bem-vindos. De resto qualquer pessoa pode enviar, claro, desde que o tema seja pertinente e o formato descontraído.



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