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Esperanza Spalding

Estombar. 10 de Julho.

No passado dia 10 de Julho, no Sítio Natural das Fontes, em Estombar, Algarve, Esperanza Spalding e a sua banda presentearam uma imensa multidão com uma boa dose de jazz contemporâneo, atravessando caminhos de MPB e da música latina. O verdejante sítio escolhido foi lugar que se tornou mágico e arrepiante com a presença desta menina de 24 anos, comtemplada como menina-prodígio.

Esperanza Spalding (vozes/contrabaixo/baixo), acompanhada por Leo Genovese (piano), Otis Brow (bateria) e Ricardo Vogt (guitarra/vozes), demonstrou alto calibre musical, com muita sensualidade, encantando os presentes de uma forma inata. Esta lady foi um furacão para quem a via e ouvia, pois para além de ser uma contrabaixista e baixista de excepção, deliciou com a sua voz muito versátil e poderosa. Simplesmente brutal.

Esperanza, apesar de nova, já conta com grandes triunfos no seu historial. Começou por tocar violino com apenas cinco anos, praticando-o até aos seus quinze. Posteriormente, passou a estudar baixo e contrabaixo quando ganhou uma bolsa integral para a Berklee School of Music, em Boston. Cinco anos depois, lecciona na mesma conceituada escola até aos dias de hoje. Recebe também a bolsa da Boston Jazz Society, que lhe dá a oportunidade de trabalhar com grandes músicos como Joe Lovano, Donald Harrisson (saxofonistas), Pat Metheny (guitarrista), Stanley Clarke (baixista), Dave Samuels (vibrafonista) ou Michael Camilo (pianista).

Com dois álbuns editados, “Junjo” e “Esperanza”, Spalding apresentou um espectáculo bastante eclético, com temas dos dois trabalhos, mas ainda tocou Betty Carter em «Jazz ain’t nothing but soul», Wayne Shorter com «Endagered Species», João Bosco em «Coisa Feita», com participação especial de Ricardo Vogt na voz e ainda Milton Nascimento, com «Pontas de Areia». Para além do seu talento vocal ser brilhante, a interpretação das músicas cantadas em português e espanhol foram notáveis.

Otis Brown na tarola e Esperanza no contrabaixo despedem-se com um brilhante encore, interpretando «Let’s do it», de Cole Porter. Uma boa forma de rematar um concerto único num sítio mágico. Haja Esperanza, haja groove!



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