EU#3 Mercearia do Mundo

Colaborador precisa-se.

Colaborador Precisa-se

Mercearia na Baixa, em Lisboa, procura colaborador. Requesitos: nenhuns. Função: várias. Horário: incerto. Recompensa: não monetária mas incalculavelmente boa.

Na Mercearia do Mundo, em Lisboa, os bens de consumo chegam de produtores desfavorecidos do hemisfério Sul. São produtos de Comércio Justo – a causa de eleição dos ingleses Coldplay – provenientes de cooperativas e associações de agricultores ou artesãos, “que recebem pelo seu trabalho um preço mais justo que o habitualmente pago pelo comércio tradicional”. A explicação está escrita num folheto da Cores do Globo, uma Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento, responsável pela gestão da loja e do grupo de voluntários que lá trabalha.

Aqui vende-se de tudo: cafés do México e Tanzânia, chás do Sri Lanka e Quénia, cacau e chocolates do Gana e Bolívia, cereais dos Andes, feijões da América Latina, bijuteria e têxtil do Nepal, cestaria do Bangladesh, brinquedos tradicionais e instrumentos musicais asiáticos e africanos. Todos eles seguem os princípios do Comércio Justo: respeito e preocupação pelas pessoas e o meio ambiente, condições de trabalho dignas, recusa do trabalho infantil, estabelecimento de uma relação comercial duradoura, financiamento (caso seja necessário), pagamento de um preço justo pelos produtos, liberdade de associação entre os produtores, igualdade de género, transparência comercial, informação e sensibilização dos consumidores.

Nesta mercearia versátil, o espaço está dividido em duas salas que mantêm o “formato” original de tabacaria (anterior função). O chão e os expositores são os mesmos, mas o primeiro foi muito bem lavado e os segundos muito bem pintados. As cores escolhidas fazem lembrar o oriente. A visita justifica-se e é capaz de se tornar regular. Até porque a Cores do Globo promove cursos de cozinha vegetariana – a acontecerem uma vez por mês. Há descontos para sócios.

 



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