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Festival Corpo 2016

Na abertura da 5ª edição do Festival Corpo, nos dia 30 de Abril e 1 de Maio, Sintra vestiu-se de amor e homenageou a Dança.

O tráfego intenso de viaturas que procuram estacionar, bem como, o grande número de transeuntes que tentam acorrer ao local denunciam a dimensão do evento, que acolhe 2000 bailarinos e um público com cerca de 6000 pessoas, número que tem aumentado ano após ano.

Finalmente, na Quinta da Ribafria, o espaço que dá lugar a toda a ação deste projeto, a sensação é compensadora de toda a azáfama passada para ali chegarmos. De entrada gratuita, acedemos a um lugar que cruza a arquitetura histórica manuelina, jardins a transbordar de natureza e apetrechados de infraestruturas apropriadas às brincadeiras dos mais novos, tudo num espaço pouco modesto que ocupa um total de 13,3 hectares.

um corpo é uma máquina de criar emoções

Passado o corredor de corações, na tentativa de chegarmos ao som que vibra desde os portões de entrada, desembocamos na tenda de mostras de todas as escolas de dança do país, previamente inscritas, para demonstrar o que de melhor sabem fazer com o corpo.

Composto por um vasto programa de demonstrações, que nos dois dias se inicia pelas 15h, o festival, reúne alunos de idades compreendidas desde os 3 aos 70 anos, provenientes de várias culturas e países. Um verdadeiro Pólo agregador dos mais variados géneros que a disciplina da Dança alberga! Ao mesmo tempo, acaba por ser um trampolim promocional a todas a escolas participantes.

Festival Corpo 2016

Mas é em conversa com Lucília Baleixo, mentora e impulsionadora deste movimento, que nos apercebemos do verdadeiro conceito que o Festival Corpo encerra.

Enquanto salta entre o palco, as apresentações e as minhas questões, Lucília, explica-nos a forma orgânica e instintiva que dá nome a esta festa da dança – Corpo, a materialização física de emoções, de movimentos necessários para se dançar. A isto acrescenta “sem corpo não há dança, um corpo é uma máquina de criar emoções. Um professor atua sobre o corpo quântico dos seus alunos; e um verdadeiro professor vai para além da técnica, descobre como motivar e isso só é possível através de um corpo.” Por detrás deste nome reside âmago na intenção de Lucília, com a pretensão trazer a esta festa o grande público, a fim de democratizar a dança, massificá-la e retirá-la do elitismo.

Com licenciatura em Ballet, Contemporânea e Danças Espanholas, Lucília, é parte integrante de uma das maiores academias de dança, de Sintra – a Ai! a Dança, e ao longo de todo o seu diálogo expõe e revela um pensamento revestido de espiritualidade, no qual o corpo e a alma convergem em tudo, para se ser/existir.

É neste seguimento, que o programa do evento dá também lugar a exposições de artesanato e workshops repletos de atividades de bem-estar, como Yoga, terapias de Cura Prânica e danças, pensados para todo o agregado familiar, independentemente da idade.

À pergunta de remuneração de bailarinos, Lucília, reitera que a Arte tem e deve ser paga, no entanto esta festa é uma homenagem à dança; e por isso, aqui, os bailarinos são voluntários, movidos pelo ganho de experiência em palco, pela paixão e adrenalina.

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Ainda no campo do voluntariado, e acima dos entraves de cortar o fôlego que esta ação, de visibilidade e alcance crescente absorve, a professora de dança conta com o apoio indispensável de Fernando Lopes, responsável pelo som do festival e campeão nacional de Hip-Hop. “O que importa é o que a dança nos dá”, diz-nos reluzente por conseguir trazer esta festa a um público cada vez maior.

Quanto à afluência, descreve-nos que o público é maioritariamente local, mas cada vez mais, tem trazido pessoas de longe, curiosos e ainda pessoas que numa primeira fase chegam “arrastados”, mas que acabam por voltar pelo próprio pé, no ano seguinte.

Na diversidade de géneros em palco destacam-se o Hip-Hop, a Contemporânea, o Flamenco e nos mais novos, as danças clássicas.

Ao pedir a Lucília que deixe um conselho, para os que ainda não visitaram o festival, esta prefere deixar uma reflexão:

“Quando é que as pessoas nos tocam mais, quando falam ou quando nos abraçam? O Festival do Corpo é isso!”

Aos amantes de dança fica o convite, para o ano há mais!

Local: Quinta da Ribafria, Sintra

Programa: https://goo.gl/5GrcdI

Entrada gratuita

 

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