Guimarães Jazz

Mais uma edição deste festival que leva o jazz até Guimarães.

O Guimarães Jazz 2004 vem trazer o jazz aos sítios mais inesperados. Uma esquadra da PSP, um café e, claro, o auditório da Universidade do Minho, são os locais escolhidos para a 13ª edição do festival, a decorrer de 11 a 20 de Novembro, que conta com nomes como Ron Carter, a Vienna Art Orchestra, Kenny Wheeler, Terence Blanchard, Cecil Taylor e Dewey Redman, entre outros, num cartaz de luxo como vem sendo hábito.

Desde 1992 a rechear as noites do berço português, este festival surgiu de uma parceria da Câmara Municipal de Guimarães e a “Convívio” – Associação Cultural e Recreativa. António Ferro foi director do projecto até 1995, passando depois a responsabilidade para Ivo Martins, que em 1999 opta por uma parceria com a Culturgest, que só trouxe coisas boas, entre elas as produções próprias do festival.

9 concertos, 9 dias de festa em Guimarães. A começar com Kenny Wheeler e respectiva Big Band (uma co-produção Guimarães Jazz/Culturgest) pelas 22 horas no Auditório da UM, no dia 11. Uma formação de 20 músicos, alguns dos quais da reserva nacional, dirigidos pelo mestre canadense-britânico do trompete, que tocou com nomes como Keith Jarret, Dave Holland, Jack Dejohnette, Jan Garbarek ou John Abercrombie. No dia seguinte, pelas 21.30, a mesma formação pode ser ouvida no grande auditório da Culturgest, na capital. Para quem não pode ir a Guimarães.

Dia 12, às 22 horas, chega a vez de Terence Blanchard impressionar. Um Jazz Messenger, um compositor de bandas sonoras (com participações em diversos filmes de Spike Lee), um educador do jazz (na Universidade da Califórnia do Sul), enquanto director artístico do “Thelonious Monk Institute for Jazz Performance”, Terence Blanchard é isso e muito mais. O seu trompete vai encantar. Numa formação de alto nível com Kendrick Scott na bateria.

Dia 13, Sei Miguel quarteto, no espaço oficina da “Convívio”, às 17.30, com Sei Miguel tocando trompete também, mas agora de bolso. Revela-se o som nacional, forjado desde os anos 80, nos Moeda Noise, Santos da Casa Fm entre outros. Ainda no mesmo dia, no auditório da UM pelas 22 horas, Cecil Taylor no piano, Tony Oxley na bateria e Bill Dixon no trompete mostram a sua genialidade criativa. Em experimentalismos e outros sons inqualificáveis.

Nos dias 14 e 15, faz-se pausa para o jazz. A retoma é dia 16, terça-feira, pelas 16.00, no local habitual, com a Orquestra de Jazz de Matosinhos, dirigida por Carlos Azevedo e Pedro Guedes.

Mark Turner, saxofonista habituado a terras lusas (já na sua terceira actuação este ano por cá), toca dia 17, pelas 22 horas, no auditório da UM com o seu OAM trio (O de Omer Avital no contrabaixo, A de Aron Goldberg no piano, M de Marc Miralta na bateria).

No dia seguinte, e à mesma hora, tem lugar o concerto da Vienna Art Orchestra (VAO), uma das mais reputadas big bands dos últimos 20 anos. Com direcção e composição de Mathias Rüegg.

Dia 19, penúltimo dia do festival, Ron Carter exibe os seus 45 anos de carreira, uma mestria rara e um currículo impressionante passados atrás do contrabaixo.

A fechar, Dewey Redman, antigo companheiro de Ornette Coleman, traz free jazz a Guimarães. Para quem gosta.

Resta dizer que estão previstas jam sessions comandadas por Mark Turner e o seu OAM trio no final de alguns concertos.



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