Headwire

De Almada contra o Mundo.

A cidade de Almada sempre foi um dos pólos dinamizadores da música portuguesa. Para além dos projectos que nasceram na cidade (e nos arredores), os habitantes da cidade sempre tiveram um especial interesse pela cultura em geral e pela música em particular. Depois de alguns anos de “hibernação”, parece que existe um novo folgo, com o surgimento de alguns projectos interessantes no meio underground. É neste panorama que surgem os Headwire, que a rua de baixo vos dá a conhecer nesta edição.

Oriundos de diferentes bandas já extintas (Mofo, Funeral Party e Resignation), o projecto Headwire deu-se a conhecer ao mundo no início deste ano com o intuito de “protestar”, como os próprios nos confidenciaram em conversa: “pretendemos criar uma forma de protesto musical contra as grandes potências. Estamos a falar das grandes editoras que abafam por completo o circuito “Underground” e das “Ditaduras” que continuam a
matar, violar, e a não respeitar os direitos humanos”.

Influenciados por diversos géneros e correntes do rock que vão desde o gótico ao punk, a sonoridade dos Headwire é “dificil de rotular” e a própria banda prefere deixar essa tarefa para “os ouvintes”. Quem quiser ouvir e ter uma opinião, pode fazê-lo passando pelo site oficial do projecto onde podem encontrar os treze temas da promo “Last Riot on Earth”.

Embora ainda “não esteja nada definido em relação à gravação ou edição de
material”, a banda tem estado a trabalhar nos temas a fazer parte desse registo. Até lá, a aposta será sempre nos concertos ao vivo e, mesmo estando em plena “época de concursos”, a banda não pretende seguir esse caminho: “não queremos ganhar concursos, nem ter uma ou duas músicas em compilações que enchem os bolsos a pessoas que não fizeram absolutamente nada para ganharem dinheiro e prestígio com bandas de garagem. Sabemos que neste país era muito mais fácil optarmos por esse caminho, mas não é isso que pretendemos”.

Embora o panorama underground nacional tenha perdido o fulgor de outros tempos, os Headwire prometem animar as hostes e ajudar na reanimação musical da cidade de Almada que, como os próprios dizem, “ainda está a dormir mas não morreu”.



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