Hohokum

Hohokum | Análise

Vibrante e relaxante

Em parceria com a Sony Santa Monica Studios a Honeyslug trás às consolas da Sony (PS3, PS4 e Vita) um daqueles títulos em que todas as horas que nele passamos são muito bem empregues. Chama-se Hohokum e numa altura em que somos bombardeados com stress, miséria e até mesmo mediocridade televisiva, não podia vir em melhor altura. Muito longe de ser um título de acção ou estratégia, Hohokum aposta na descontracção e em fazer com que quem o jogue se sinta bem ao fazê-lo e a maior arma que este título tem para garantir que esse propósito é cumprido é precisamente o seu aspecto artístico.

Assim, vale a pena deixar o aviso que para jogar e apreciar devidamente este título, é preciso uma mente aberta. Mas não me entendam mal, não vos espera nada de abstracto ou algo alcançável apenas a grandes intelectualidades. Nada disso, espera-vos pura e simplesmente, uma jornada (ou uma aventura, enfim, o que bem entenderem) de um ser. Ora, esse ser tem como nome Long Mover (ou Deslocador Comprido, numa tradução mais livre) e assume a forma de uma cobra, só que em vez de mudar de pele, muda simplesmente de cor. Com ela vamos atravessar vários mundos que, de certa forma podem ser considerados puzzles.

Confesso que no começo a ausência de uma história para desenvolver deixou-me algo reticente em relação a este título. Mas rapidamente me lembrei do trabalho desenvolvido pela ThatGameCompany que também contou, a dada altura, com algum apoio da Sony santa Monica Studios (responsável pela incrivelmente épica aventura de Kratos em God of War), e que trouxe até nós Journey, Flower e Flow. Nestes últimos, era também o aspecto artístico que reinava bem como a interactividade com os cenários. “Calma, de certeza que estou em boas mãos.” Pensei. E de facto estava e não me desiludi. De facto, a Honeyslug não podia ter encontrado um parceiro melhor.

A exploração e a  interactividade com os cenários, ou melhor com tudo o que neles encontramos, é crucial neste título. Vamos transportar pessoas, muitas, até certos locais e ao fazê-lo desbloqueamos outras interactividades. Vamos ajudar num casamento, vamos acender as luzes de um mundo que transpira festa e animação. Uns mais simples do que outros, um facto é que todos têm algo para partilhar e se conseguirmos resolver todos os segredos, teremos agradáveis surpresas à nossa espera. A partir do momento em que passamos a encarar os mundos de Hohokum como puzzles que temos de resolver para aceder aos seus segredos, passamos a entender a viagem do nosso colorido personagem como uma aventura.

Se este título já é visualmente vibrante e agradável, parabéns a todo o departamento artístico que conta com o senhor Richard Hogg, o que dizer da banda sonora que o acompanha? Penso que é suficiente dizer que assenta como uma luva. A forma exemplar com que a banda sonora acompanha toda a nossa viagem, faz com que esta seja sempre tão colorida como emocionante. A jogabilidade é também bastante simples em que para manobrar o nosso personagem basta rodar os analógicos na direcção que pretendemos. Há apenas um problema que o facto de não podermos simplesmente visitar o mundo que desejamos. Para chegar a um, muitas vezes, temos muitas vezes de atravessar outros em que já nada há para solucionar.

Para resumir em poucas palavras, se são fãs de jogos em forma de arte ou simplesmente de jogos onde a boa disposição (algo alternativa) e o relaxe são dominantes, este é um título que não deviam deixar escapar. Caso contrário, talvez seja melhor ver alguns trailers e imagens antes de passarem directamente para o acto de compra.



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