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Lateral

Franchising sem ser fast food.

Apesar de vivermos num país com uma enorme riqueza gastronómica, quando viajamos para o exterior, gostamos sempre de experimentar que pratos têm para nos oferecer. Mais, a tendência é ir a locais para tomar o pulso à região em que nos encontramos.

Feita a introdução, passemos à identificação dos alvos: Madrid, Espanha e o restaurante Lateral. Da capital espanhola já muito ouvimos falar. O Passeio do Prado e o seu triângulo de arte (Museu do Prado, Thyssen Bornemisza e Reina Sofia), a sua longa e multifacetada noite, bem como a imensa oferta cultural, entre outros atractivos.

Mas, é igualmente de domínio público, que encontrar bons restaurantes a preços acessíveis nesta cidade pode ser um exercício de difícil resolução. É, no entanto, para tentar ajudar a resolver este mesmo problema, que escrevo este texto.

O Lateral é um franchising. Convém começar por aqui. Mas não se trata de uma cadeia de restaurantes massiva, com presença em todo o reino de Espanha. Nada disso. Falamos apenas de cinco espaços na enorme cidade que é Madrid. O escolhido para degustar um prato de “nuestros hermanos” foi o localizado na Plaza de la Castellana, perto do estádio do Real Madrid, Santiago Bernabeu, onde actualmente pontificam os portugueses José Mourinho e Cristiano Ronaldo.

Os espanhóis, já se sabe, jantam tarde, e por essa mesma razão, apesar de já notar alguma turbulência estomacal, deixei que chegassem as 21h30. Entrei, ainda não se jantava. Mas já se bebia e petiscava. Muito. Era uma quinta-feira, e fazia-se já os preliminares para o fim-de-semana.

O ambiente no Lateral é um mix de várias tribos urbanas. Executivos, muitos, mas também gente mais descontraída no vestuário utilizado. Um número muito grande de hippies do século XXI também. Espaço para todos, portanto.

A iluminação é ténue. A luz é fornecida por pequenos frascos com petróleo. Os espanhóis falam alto, por isso não há música ambiente. Seria demasiado confuso, de facto. As mesas são para duas pessoas. Grandes grupos ficam em pé a discutir o futebol do Barcelona e os afundanços de Gasol, nos Los Angeles Lakers. Não sendo um espaço grandioso, a presença de vários espelhos desanuvia o ambiente.

As tapas saem a um ritmo vertiginoso. Mas sempre bem servidas, e com vários adornos no prato. Para quem é amante da cerveja, os números rondam os 2,5 euros. Nada de extraordinário. Dá para beber algumas.

Quanto aos vinhos, os preços sobem, mas pouco. Nada que nos faça desistir de apreciar um bom copo de vinho. Da casa, ou das várias reservas existentes no restaurante. Mas lanço já o aviso: não experimentei esta vertente. Fiquei-me pelo denominado “sumo de cevada”. Esta chamada de atenção serve para evitar questões do género: “e os vinhos espanhóis são bons?”.

O início do repasto pode ser feito com dois croquetes: de gambas e de presunto. Após esta entrada, a oferta é imensa. Mas segue uma sugestão para duas pessoas: “Degustácion Especial”. Dezanove euros, mas para duas barrigas. A variedade de ingredientes que nos é servido no prato é brilhante: Tomate, pimentos, frango, atum, molhos diversos…enfim, muita coisa.

Para a sobremesa, e apesar de não estar na Argentina, experimente os crepes recheados com “Dulce de Leche”. Atenção: apenas recomendável se perceber que ainda tem espaço no estômago. Existem outras alternativas mais leves.

No final, se quiser beber café, força. Mas já sabe, não é igual ao nosso.

Com tudo isto, a factura deverá atingir os 15 euros por pessoa. Comeu bem, e não saiu do estabelecimento a cheirar a fritos. Uma vantagem se quiser continuar a experimentar a noite madrilena.

P.S. Se não gostar das sugestões, vá ao site e escolha outra coisa qualquer. Estão lá todos os menus existentes.



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