Levi

“Ocean of Time” é o registo que dá a conhecer mais um novo projecto pop/rock nacional.

Uma aventura planeada entre tachos e panelas à força, disponíveis para a música no intervalo das receitas da avó. Apesar dessa proximidade inicial naturalmente estabelecida com o mundo da culinária, Levi não queria ser cozinheiro quando fosse grande. Alguém assim o entendeu quando se tornou por demais evidente que a criança via nas panelas um meio para atingir um fim, que à luz da idade poderia ter sido entendido como o gosto pela destruição. Não o foi.

Veio a bateria a brincar, mas mais a sério, veio a escola das bandas formadas entre amigos, e outra vez a bateria, mas desta feita mesmo a sério, que acabou por dar lugar à guitarra, chamada a depor pela necessidade de explorar as potencialidades do formato canção. O resultado foi uma maqueta, já confeccionada fora da cozinha da avó, mas gravada em casa, que acabou por evoluir para álbum, em que se nota realmente a preocupação com a exigência melódica do conceito de canção.

Autor de todas as letras, arranjos e responsável pelo manejo de quase todos os instrumentos que se ouvem em “Ocean of Time”, Levi aposta neste álbum de estreia num registo típico pop/rock de guitarra, bateria e baixo, ora mais melódico – “Kravitz”, a faixa de abertura é um belíssimo exemplo, “Count the Stars” é outro – ora mais inspirado nos pratos do rock americano da geração 90, caso de “Stewie” e “Huntriss Row”. E a melodia fica-lhe tão bem. Tão melhor.



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