Lux Unplugged

O espaço lisboeta foi palco de memórias e lembranças, trazidas pelos Nouvelle Vague. Será que alguém ficou convencido?

Os amantes da música já começam a ficar habituados à diversidade de propostas que o Lux nos apresenta. Na sexta-feira, dia 11 de Fevereiro, o piso inferior esgotou para ver e ouvir os Nouvelle Vague, mais um projecto que de electrónica tem muito pouco, mas que transpira glamour e muita sensualidade.

A receita para o sucesso deste projecto é simples: versões bossa-nova e tropicais mais ou menos intimistas de alguns dos temas que marcam para sempre o nosso imaginário, interpretadas por vozes angélicas e sensuais. Foi isso mesmo que vimos no Lux. Será suficiente?

A resposta é claramente NÃO. Se em disco, as coisas até funcionam bem e as versões são bastante orelhudas, em palco a magia dilui-se um pouco, principalmente num espaço festivo como o Lux, onde se esperava que houvesse mais dinamismo, mais ritmo e até alguma dose de loucura.

O ponto mais alto da noite foi claramente a versão de «Too Drunk To Fuck», dos Dead Kennedys, onde as duas sensuais vocalistas em serviço (Camille e Marina Celeste), saíram do palco, foram dançar juntas para o balcão lateral, seguiram até ao bar, para depois voltarem com um copo na mão. Um momento “engraçado” que não escondeu a decepcionante prestação da banda que nem se dignou a tocar aquela que seria a faixa mais aplaudida da noite, «Love Will Tear Us Apart» dos Joy Division.

Foi preciso o concerto acabar, para a festa começar. A habitual “desordem” de estilos e batidas dos residentes do Lux animou o resto da noite que terminou, como sempre, com o nascer do sol e da dura ressaca.

O tempo em que só era preciso ter um palmo de cara e uma voz angelical já passou. Estamos na era das mulheres que gritam e berram tudo aquilo que lhes vai na alma. O público quer sentir e festejar essa energia, principalmente à sexta-feira e incondicionalmente no Lux !!



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