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Lightning Bolt

As camisas havaianas voltam a estar na moda e no guarda-roupa de quem quer o espírito havaiano de Jonathan Paskowitz, o mestre Lightning Bolt. Falámos com ele e descobrimos também o que pensa sobre o Big Wave Riding que tanto sucesso tem feito em Portugal

As parcas etiquetas de surf e desportos radicais, sobretudo de surf, têm todas, de forma análoga, uma determinada aproximação à construção das colecções de pronto-a-vestir, e de surfwear – tal como se deve chamar – porque, por exemplo, um hoddie é realmente útil para um surfista ou bodyboarder, uns calções de surf integram os looks dos praticantes e por isso sempre houve um paradigma no qual entram, menos aprovados, os consumidores que não praticam os desportos mas que se querem associar a esse universo. Ainda é de notar que se sentem sempre os melhores tecidos e tecnologias para os produtos que têm ainda em vista a qualidade mas também claríssimos factores mentais nas escolhas de paletas cromáticas, logótipos e acabamentos.

A Lightning Bolt de Jonathan Paskowitz não foge à regra: tem história, tem produtos de soberba qualidade (pude comprovar na loja do centro comercial em Alfragide onde têm um enorme, apelativo, e ligeiramente intrigante, espaço) tem algo bem mais relevante que é o facto de ser made in europe, o que a torna única no universo das surf brands. O espaço em Alfragide tem um pé direito altíssimo e uma luz que envolve os clientes na loja. Como sinto uma grande ligação ao surf de ondas grandes resolvi perguntar directamente a Jonathan Paskowitz a sua opção pelo pouco apoio a surfistas com esta força das ondas grandes: “respeitamo-los, patrocinamos Rory Russel conhecido surfista big rider desde os anos 70. É um core da marca e da irmandade (a brotherhood) da Lightning Bolt. É o suficiente para nós. De qualquer maneira, como surfista, acho o Big Wave Riding fabuloso. Qualquer pessoa te dirá que não sou conhecido por surfar essas vagas, mas devo ter surfado ondas bem maiores que um surfista médio… é preciso ter um carácter ou ser um tipo muito especial de homem ou mulher para fazer esse tipo de surf…”

A Lightning Bolt nasceu no ano de 1971… Quando o pai de Jonathan, Dorian, fundou também o primeiro surf camp no sul da Califórnia que ainda hoje existe, o “Paskowits surf camp”. Depois de Jonathan ter passado pela coroação como USA LongBoard Champion passou a defender-se através do ramo do marketing até se apropriar da sua marca. Passou pela clássica Gotcha e também – imagine-se – pela Tommy Hilfiger. A Lightning Bolt, essa, estava nas mãos de Gerry Lopez e Jack Shipley e, segundo conta o mentor da marca, o espírito não mudou. ‘Uma marca construída e mantida por surfistas para surfistas.’

Para a colecção 2013 de pronto-a-vestir, ou antes o tal híbrido entre roupa casual e equipamento conforto para surfistas, está criada uma nota do regresso da camisa havaiana. Mas a colecção está para ser descoberta nas lojas Lightning Bolt, no site, e no corpo dos clientes e patrocinados. Shawn Hanna, designer da casa, diz-nos que “não há um foco exacto quando estou a desenhar. De qualquer forma todas as peças da Lightning Bolt são desenhadas com uma razão específica ou com uma intenção”. Embora já tenha desvendado no primeiro parágrafo um pouco dos mistérios do surfwear, Shawn diz-nos que “a função é sempre óbvia em todo o design. Mas um sentido de boa disposição e um sentido de coolness sem grandes explicações é um conceito, uma ideia a manter de grande importância”. Por isso, vistam as camisas havainas, visitem a loja. Até porque, sendo surf, a marca também vende pranchas e, logo, é para todos os que quiserem um certo compromisso com este desporto espiritual, mental e físico. Lightning Bolt forever! Aloha!

Ericeira: Praça da Republica, 13,2655-000 Vila da Ericeira Tlf. 261861235
C.C. Alegro: Estrada Nacional 117, Lightning Bolt loja 057, Outurela, 2790-045 Carnaxide Tlf: 21 424 01 85



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