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Machine Head em Lisboa

Peso no Coliseu.

Numa noite de concertos que se previa longa, no passado 17 de Novembro, a pontualidade foi marca certa no Coliseu dos Recreios. Os relógios marcavam 19h00 certas quando os Darkest Hour subiram ao palco. Numa sala ainda meio vazio, a tarefa de aquecer o público revelou-se tarefa fácil para a banda de Washington DC. Meia hora de death metal melódico foi suficiente para que as primeiras cabeças começassem a abanar, com destaque para a interpretação de «Violent By Nature» e «Love as a Weapon».

Os também norte-americanos DevilDriver foram os próximos a serem chamados a mostrar do que são feitos. Com o som pesado característico, o público embrenhou-se no turbilhão de mosh e circle pit que o vocalista Dez Fafara sempre faz questão de incitar. A adesão foi constante, mesmo que por vezes o som não estivesse à altura de músicas como «Dead to Rights», «I Could Care Less», «Not All Who Wander Are Lost» ou «Clouds Over California».

Ainda os Bring Me the Horizon não tinham subido ao palco e já as diferenças do seu estilo se materializavam em conjuntos de instrumentos, colunas e luzes que fugiam ao registo das bandas anteriores. A sonoridade do metalcore britânico, aliada a uma qualidade de som questionável, acabou por se materializar esporadicamente em apenas ruído. Contudo, a agitação do público deixou bem claro que os BMTH foram razão única para a romaria de grande parte das camadas mais jovens presentes no Coliseu. «Diamonds Aren’t Forever», «Alligator Blood», «Fuck», «Blessed With a Curse» ou «It Never Ends» foram alguns dos momentos mais aclamados da prestação dos britânicos que fecharam com «Chelsea Smile».

O peso do cartaz não foi casual, afinal o Coliseu vestiu-se de preto para receber os Machine Head. E se a pontualidade primou, a entrada daqueles que seriam cabeças de cartaz, fosse o evento um festival, não foi excepção. Às 22h00 Robb Flynn e companhia pisaram o palco desejosos de ver como libertariam os portugueses a energia acumulada. A fim de apresentar o álbum “Unto The Locust”, ouviram-se «I Am Hell», «Be Still And Know», «Locust», «This Is The End» e «Darkness Within». Mas a guarda era de peso e os clássicos não poderiam faltar à chamada. «Imperium», «Beautiful Mourning», «The Blood, the Sweat, the Tears», «Aesthetics of Hate», «Bulldozer», «Old» e «Ten Ton» transformaram o Coliseu numa grande arena de headbanging e moshpit. «Halo» e «Davidian» no encore atestaram o poder da banda que muito elogiou o barulho e energia dos fãs portugueses.



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