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Maria Matos 2011/2012

Being unique? A aposta na consolidação de uma identidade contemporânea e transversal.

Na transição da vanguarda para a luz do institucional, a RDB assistiu ao lançamento da Temporada 2011-2012 do Teatro Municipal Maria de Matos, e vislumbrou um espaço vivo, que respira e cativa criadores a inspirarem. Dando continuidade às temporadas anteriores, o conceito “co-produção” reside na acção desta nova temporada, que se projecta a partir de Setembro de 2011, num estilo orgânico, receptivo e assente na colaboração daqueles que ali apresentam, abraçam o espaço, e este, por outro lado, promete dar e crescer.

Solidificada por quatro linhas orientadoras, a criação contemporânea, a dinamização, o intercâmbio e a colaboração a nível nacional e internacional, e, finalmente, a reflexão sobre a arte e sobre temas da actualidade, destacamos, na próxima temporada, o Ciclo Teatro|Música. Abrangente e ambicioso, este ciclo, juntamente com a Gulbenkian Música, procura abordar uma área da produção artística tradicionalmente dispendiosa e para qual existem alguns obstáculos à criação de um público fiel.

Apostando em concertos encenados e/ou teatro musical, o Maria Matos recebe a versão multimédia da ópera “O Castelo do Barba Azul” de Béla Bartók, pela Philharmonia Orchestra, dirigida por Esa-Pekka Salonen; “Momente” de Stockhausen, uma peça de teatro em forma de masterclass de canto pela companhia Cão Solteiro e o artista visual Vasco Araújo; a ópera contemporânea “Thanks to my eyes” do compositor suíço Oscar Bianchi e do encenador francês Joël Pommerat; uma encenação das peças para piano preparado de John Cage pelo coreógrafo Rui Horta e o musical “Life and Times – Episode 2” da companhia nova-iorquina Nature Theater of Oklahoma.

As propostas criativas, encaminhadas pela sensibilidade do director artístico Mark Deputter, em parceria com uma equipa distinta e de voz activa, viajam do berço, por vezes longínquo à atenção do público, para um centro municipal. Já em Outubro de 2009, na missão do MM era reforçada a importância do “espírito de serviço público, inerente ao estatuto de Teatro Municipal”, relevando um lugar “onde artistas e públicos se encontram para reflectir sobre a arte e o mundo em que vivemos”. Cumpre-se uma complementaridade simbiótica entre a inovação nas artes e o serviço público, a que, igualmente, o cidadão, o artista, a criança, o espectador pertencem.

E ainda nesta temporada, a poucos dias de terminar, é possível, das 16 horas às 20 horas, no Dia da Abundância, 16 de Julho, “abundar” com TERRA2, aoarlivre, Forced Entertainment Quizoola!, Jacob Kirkegaard, Banquete Respigador e Francisco López, na Av. Frei Miguel Contreiras, 52.

Ansiamos sentir este espaço, now.



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