Motorama

Motorama

O indie vindo da Rússia, com toque lusco-fusco

O indie-beat vindo de terras Russas pelo nome de Motorama. Alguém conhece? Oriundos da cidade Rostov-on-Don, são uma boa sugestão para ouvir nestas tardes derretidas por este calor ou numa longa viagem de carro algures por aí.

A banda é composta por cinco elementos: Airin Marchenko (baixo, teclas, voz), Alexander Norets (teclas e voz), Roman Belenky (bateria), Maksim Polivanov (guitarra e teclas) e Vladislav Parshin (voz e guitarra).

Soam a um indie pop, new wave melancólico que corre por campos verdes sarampitados de papoilas e vestidos arrastados pelo vento, ao som de uma voz grave que se ouve ao longe: a de Vladislav. No site podem fazer download gratuito de parte da discografia. Trazem na mala o LP “Alps”, editado pelos próprios em 2010 e re-editado em 2013 pela Talitres Records e o LP “Calendar” (Talitres Records, 2012). Têm três singles também editados pelos próprios: “Ghost” (2009), “One Moment” (2011) e “Empty Bed” (2011) e dois EP’s, “Horse” (2008) e “Bear” (2009).

Descobri-os há um ano atrás e devorei cada música e cada letra. São muito influenciados pelo ambiente e pela natureza. A minha favorita recai na homónima do álbum “Alps” onde cantam “And I see, huge walls of trees, huge walls of ice shelves. It takes my breathe away.” Seguem-se os temas «Northern Seaside», «Letter Home», «Compass», «Ship» e «Wind In Her Hair». Do disco “Calendar” recomendo a escuta de «To The South» e «Rose In The Vase» onde se ouve “I spend my days sitting in front of the fireplace. You spend your days dying, like a rose in the vase. New day comes. Days go by”.

Gosto da simplicidade que esta banda me transmite num toque meio sonhador, meio dançável, meio alegre e meio triste. Conseguimos identificar as suas músicas ao longo deste tempo, em qualquer parte da discografia, talvez devido ao seu ritmo sonoro engraçado e peculiar que se ouve e se mantém fiel pelos anos. Se não conhecem, aceitem o desafio e botem-lhe o ouvido em cima.

Deixem-se levar pelos Motorama. Quem sabe passem por Portugal.



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