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Mulher Mundo

Rafaela Santos apresenta-se em palco como o rosto das várias facetas da mulher.

O que é uma mulher, a não ser tantas e tantas. Esta é a reflexão que é feita no monólogo que a actriz Rafaela Santos apresenta nos dias 26 e 17 de Março no Teatro Viriato em estreia absoluta. Uma dramaturgia de Fernando Giestas.

“Mulher Mundo”, com dramaturgia de Fernando Giestas, é uma peça que retrata a mulher de todos os tempos. “Um jogo entre a prisão e a libertação”, conforme explica Rafaela Santos.

Em cima do palco, a actriz joga com o cenário e os movimentos para mostrar retalhos de mulheres. Mulheres que trabalham, mulheres que são mães, mulheres que são mulheres, mulheres que são imperfeitas, mulheres que, muitas vezes, vivem da memória para para gerir o conflito entre duas naturezas distintas: o ser mulher e o ser humano.

Uma viagem pelo mundo de várias mulheres em que as amarras – em palco simbolizadas por uma corda vermelha – são as que prendem, mas também as que podem libertar.

“Cada espectador terá a sua forma de abordagem ao ver esta peça”, esclarece Rafaela Santos, frisando que a peça não se trata de “um manifesto feminista, mas o resultado de muitas lutas levadas a cabo por muitas mulheres”.

O monólogo, segundo o encenador, foi criado a partir do texto “Mulher sem Memória” de Patrícia Portela. “O que fizemos foi tentar dar uma continuidade a esse texto que retrata uma mulher que fica sem memória depois de tantas caminhadas e de todas as tarefas que realizou. Esta mulher perde-se porque quando chegamos a uma certa idade o que nos resta são as memórias”.

“A minha vida transformou-se num puzzle desde que perdi a memória. Mas nunca me esqueci de ti… morrer é deixar de respirar e eu vou respirar com força”, desabafa a determinado momento a mulher que está em cima do palco a mostrar o “cordão umbilical que liga as pessoas à vida”.

O monólogo, o segundo da actriz, conta com o movimento e espaço cénico orientada pela bailarina Leonor Keil. Mais do que as palavras, o empenho que Rafaela Santos coloca na interpretação física demonstra “as facetas, quer sejam inconscientes ou inadequadas, da mulher mundo”.

Fotografia de Luis Belo



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