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Nintendo 3DS

Bem-vindos ao 3D sem óculos e com controlo de profundidade.

A Nintendo detém uma inegável tradição no mundo dos Videojogos. Sendo conhecida como a mais “infantil” dos três grandes players, é uma presença que não só está no imaginário de qualquer jogador hoje em dia com mais de 20 anos (NES, Super Nintendo, Gameboy, Gameboy Color… façam a vossa escolha!) como ainda dá poderosas cartas como é o caso da Wii, que basicamente redefiniu a interacção dos jogadores com as consolas – levando à subsequente necessidade da concorrência em lançar periféricos que façam frente ao titã da marca. A Nintendo também revolucionou no campo das consolas portáteis – a DS e subsequentes irmãs, com ecrã dual e touchscreen, serviu também para mostrar exactamente onde se pretende posicionar – na linha da frente desta forte tendência de mercado que é a procura por interacções orgânicas entre utilizador e tecnologia vs. a adaptação do utilizador às regras da tecnologia.

Feita a introdução, foi com satisfação que tivemos a oportunidade de experimentar o melhor que a Nintendo terá para os seus fãs no fim de 2010 e início de 2011. E o melhor de tudo – experimentámos a nova 3DS com ecrã de visão 3D que não necessita de óculos.

A 3DS é fisicamente muito semelhante à DSi normal. Com tamanhos de ecrã ligeiramente superiores, o ponto em que são consolas totalmente diferentes é no ecrã superior, que corre tecnologia 3D. Os restantes botões e comandos são praticamente iguais. Até olharmos para o ecrã 3D e pensarmos para nós “Isto realmente funciona!”

O utilizador percepciona uma profundidade no ecrã e parece conseguir entrar no mundo que está a visualizar. O detalhe que nos pareceu ainda mais interessante é o slider que está ao lado deste ecrã. O Slider 3D permite ao utilizador colocar o ecrã em modo 2D normal ou 3D, podendo inclusivamente personalizar a profundidade do 3D que está a ver. Sem dúvida uma opção bem pensada por parte da Nintendo.

Tivemos a oportunidade de ver também alguns dos jogos prometidos para a 3DS – e ficámos agradavelmente surpreendidos com alguns dos títulos que regressam ao mundo das Consolas. O famoso Kid Icarus vai regressar com uma nova aventura, assim como os Nintendogs + Cats que foram um dos grandes bastiões da consola portátil da Nintendo. Para além de títulos originais, os donos de uma 3DS podem ainda ter acesso a jogos clássicos da Nintendo – como o Zelda: Ocarina of Time ou o Starfox 64 – em 3D.

Especificações (temporárias) da 3DS:

Tamanho (quando fechado): Cerca de 13,5 cm de largura, 7,5 cm de altura e 2 cm de espessura.
Peso: Cerca de 225 gramas.
Visual: Modelo final por determinar.
Ecrã superior: Ecrã panorâmico de cristais líquidos (LCD) de 9 cm adaptado para exibição em 3D sem necessidade de óculos especiais; com resolução de 800 x 240 pixéis (400 pixéis são alocados para cada olho para permitir a visualização em 3D).
Ecrã inferior: ecrã LCD de 7,7 cm com resolução de 320 x 240 pixéis com sensibilidade ao toque.
Câmaras: Uma câmara interna e duas externas com resolução de 640×480 (0,3 megapixéis) pixéis.
Software pré-instalado: A anunciar.
Comunicação sem fios: Capaz de comunicar na banda 2,4 GHz. Várias consolas Nintendo 3DS podem conectar-se através de uma ligação sem fios local para permitir que os utilizadores comuniquem ou divirtam-se competindo nos jogos. As consolas podem também conectar-se a pontos de acesso de rede local (LAN) para aceder à Internet e permitir que se jogue com outras pessoas. Terá suporte a IEEE 802.11 com segurança avançada (WPA/WPA2). O hardware do Nintendo 3DS é projectado para que, mesmo não estando  em uso, possa trocar dados automaticamente com outros sistemas Nintendo 3DS ou receber dados pela Internet enquanto no modo de suspensão.
Controlos de jogo: Ecrã sensível ao toque, microfone embutido, botões frontais A/B/X/Y, botão direccional +, botões L/R nas laterais, botões Start e Select, controlo deslizante ou “Slide Pad” que permite comandos analógicos em 360 graus, uma câmara interna, duas câmaras externas, acelerómetros e um giroscópio.
Outras entradas de controlo: Controlo para ajustar o nível de efeito 3D (sendo possível optar por 2D), botão Home para regressar ao menu Home, interruptor de ligação sem fios para ligar e desligar as comunicações sem fio (mesmo durante o jogo), botão Power. O stylus expansível tem cerca de 10 cm quando aberto por completo.
Entrada/Saída: Uma porta que aceita tanto cartuchos de jogos do Nintendo 3DS quanto de outros sistemas da família Nintendo DS™, uma ranhura para cartão de memória SD, uma entrada o carregador de corrente, um terminal de suporte de recarga e uma entrada de saída estéreo para auriculares.
Som: Altifalantes estéreo posicionados à esquerda e à direita do ecrã superior.
Bateria: Bateria de iões de lítio. Detalhes a serem anunciados.
Idiomas: A anunciar.
Controlo parental: Inclui controlos para os pais semelhantes aos da consola Nintendo DSi.

Em conversa com a RDB, Maria Sousa, da Nintendo, reforçou como a marca está a dar passos enquanto uma solução para toda a família – pais, filhos, hardcore e casual gamers – e está cada vez menos “infantil”. O facto é que a oferta de jogos da Nintendo para este ano reflecte este posicionamento – títulos como Dragon Quest® IX ou Golden Sun™ falam directamente para os gamers rpg mais hardcore enquanto Mario vs. Donkey Kong™: Miniland Mayhem será um título mais familiar.

No caso da Wii pudemos experimentar os grandes lançamentos para o fim do ano, dos quais destacamos três jóias – Kirby Epic Yarn, Donkey Kong Country Returns e Metroid Other M. Com o espírito retro ao rubro e as memórias de horas com estas personagens em consolas passadas, só podemos descrever qualquer um destes jogos como deliciosos. O Kirby Epic Yarn é uma sinfonia visual de encher o olho que, sendo muito associada a um universo mais infantil, irá deslumbrar adultos e crianças de igual maneira. Aliás, determinadas nuances visuais do jogo só serão detectadas pelo olhar treinado, tal é a riqueza dos detalhes que a Nintendo conseguiu neste jogo. O novo Donkey Kong é tão divertido como sempre nos lembrámos – mas agora aproveitando-se das interacções possíveis com o comando da Wii. E o Metroid Other M é o olhar up close and personal na história da Samus Aran, a grande protagonista da série Metroid, e um jogo que mistura elementos de FPS (first-person shooter) e TPS (third-person shooter) com destreza tal que surge quase como natural.

O facto é que a Nintendo efectivamente pretende crescer com os seus consumidores e não ficar apenas nas faixas etárias mais baixas – e o facto é que está no bom caminho. No momento em que a tecnologia 3D é a palavra de ordem, a Nintendo surpreende o Mundo com um ecrã 3D sem precisar de óculos e com controlo de profundidade. Com uma data de chegada ao mercado a ocorrer em 2011 e preço indefinido, a 3DS apresenta-se com uma oferta de jogos que são apetecíveis tanto aos jogadores mais velhos como a quem só agora vai pegar numa consola da Nintendo. No lado da irmã mais velha, a oferta de jogos para a Wii é variada e interessante sem inovar nos universos que explora – pelo contrário, traz de volta boas recordações com personagens que acompanharam a nossa infância e que estão de volta para um “olá” a quem já as conhece ou uma apresentação muito forte a quem nunca se cruzou com elas. A Nintendo joga a suas cartas – e tem bastantes trunfos na mão.



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