Oxygen

Um ano depois da edição do primeiro registo de originais, a banda de Valongo é destaque nesta edição da Rua de Baixo.

”Mais vale tarde do que nunca”. Um ano depois da sua edição, tivemos finalmente acesso ao primeiro álbum de originais da banda de Valongo. “Symbiosis_the art of creating the artificial” é o resultado da grande vontade de edição da banda que, perante a dificuldade de encontrar uma editora, decidiu avançar para uma edição de autor. Ainda bem que o fez.

Formados por Marcos Nunes (guitarras e sintetizadores), Helder Costa (baixo e sintetizadores), Miguel Devezas (programação, sintetizadores, samples e samples de voz) e Nuno Maciel (bateria e percurssão), os Oxygen existem desde 1999 e são naturais de Valongo. A formação inicial (apenas Nuno Maciel fazia parte da banda) chegou a gravar uma maquete e a participar em festivais de música, sendo que depois de várias alterações na estrutura da banda, surge em Junho de 2003 o álbum de estreia do projecto (Symbiosis_the art of creating the artificial), através de uma edição de autor.

A sonoridade dos Oxygen bebe inspirações em vários estilos de música, utilizando para isso uma simbiose entre instrumentos orgânicos e electrónicos. A banda não tem um estilo musical concreto, já que o seu som vagueia por diversos fragmentos de influências, que abraçam as várias vertentes de rock, da música de dança, da electrónica e de um pouco de tudo aquilo que consideram pertencer à sua visão musical, sendo o mote principal a experimentação.

“Symbiosis_the art of creating the artificial” é um disco conceptual que aborda a vida, o problema das ligações interpessoais e as ilusões de quem vive numa sociedade conturbada. São oito temas que funcionam como um bloco e que navegam por diversos géneros e influências, com uma forte componente electrónica. Para além da música, os Oxygen têm um especial cuidado com toda a sua apresentação, um aspecto que a banda acha fulcral e que funciona como complemento à música da banda.

Como passou mais de um ano desde a edição do álbum, decidimos trocar umas ideias com a banda para saber como tem corrido a sua actividade e quais os planos para o futuro.

Pelo que nos foi transmitido, as reacções ao álbum têm sido “bastante boas por parte dos media (quer ao vivo, quer do álbum) e de músicos conhecidos e desconhecidos” para além “do bom feed-back do público, que na maior parte das vezes não conhece o nosso som”.

Quanto a propostas editoriais, o desinteresse editorial na banda manteve-se praticamente inalterado, pois como os próprios afirmam, “não somos o tipo de banda que as editoras gostam de carregar ao colo pois não imitamos nenhum modelo estrangeiro nem somos vistos como um produto rentável”. Um dos poucos apoios que têm tido é o da Thisco, pela qual participaram em duas colectâneas, uma das quais (Thiscology) foi destaque numa edição passada da Rua de baixo. Além da Thisco, os Oxygen fazem parte de uma colectânea da recente Base Recordings.

Por enquanto, a agenda de concertos está em branco mas existem boas perspectivas para um futuro próximo pois “há interesse de uma agência de management em trabalhar connosco no próximo ano, o que poderá significar um aumento de concertos”. Enquanto isso, a banda está a trabalhar em novo material com vista a uma nova edição para o princípio de 2005.



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