Revista Gerador Nº1

Revista Gerador

a gerar cultura desde 2014

Parecida com uma sebenta da primária, uma capa mole de cartão azul azulejo, páginas grossas daquelas que escorregam bem nos dedos. Assim se apresenta o número 1 da revista Gerador, com a promessa de que todas as capas serão diferentes. Igualmente apelativas ao olho, mas sempre diferentes. Tal e qual como a cultura portuguesa.

Usa uma linguagem informal de quem fala para um amigo, cheia de pequenos truques linguísticos e que provoca um risinho em quem vai passando os olhos pelas diferentes declarações de amor feitas nas páginas. Amor à música portuguesa, ao pastel de nata e à arquitetura. Declarações de amor puro aos monumentos nacionais, às coisas que passam despercebidas e que são tão portuguesas que dão vontade de esquecer. É isso o gerador. Páginas que mais do que gerar cultura que já existe por si própria, quer gerar consciência nos leitores para os pequenos monumentos que os rodeiam. Uma grande dose de ego e de orgulho nacional para variar.

Revista Gerador #1

Para além de a cada três meses falarem de coisas diferentes, também muda o painel de “guias” quase espirituais que lideram a edição: são portugueses que geram cultura e gostam de falar dela, usando as suas áreas para expressar o seu amor. Podem esperar cartas, fotonovelas, poemas, fotografias minimalistas de paisagens, pessoas ou objetos. O futuro deste gerador? Para além de estar presente nas redes sociais como uma boa plataforma que se preze, ama acima de tudo este cheiro a papel que desliza entre os dedos. Podem encontrar a próxima edição nas bancas já a partir de 17 de Outubro. Fica a promessa de se continuar a meter o dedo na ferida, falando de coisas que parecem secundárias mas são de extrema importância. Para quem cá está e para quem vem de fora.

Revista Gerador Nº1

Perguntas ao gerador (respondidas por Pedro Saavedra):

Porquê fazer a revista apenas de 3 em 3 meses? Se a ideia é fazer uma homenagem à cultura portuguesa, porque não fazê-lo mensalmente?

Ou diariamente. A ideia é todos os dias homenagear, e sobretudo produzir cultura portuguesa. Ainda ontem a minha mãe fez Bacalhau à Brás e eu relembrei-a que estava a produzir cultura portuguesa, como no final a elogiei, contou como a minha homenagem do dia à nossa cultura. Sobre a revista, e como queremos que seja um almanaque do que está a acontecer, achamos que uma edição trimestral nos dá, por agora, mais tempo para descobrir e receber provocações culturais na nossa redação.

Têm planos de arriscar por outras plataformas mais ativamente, como o twitter ou o instagram, ou a revista é sem dúvida o meio de divulgação central e mais importante?

Sim, temos planos e ações. Uma página facebook onde a interação com fãs da cultura portuguesa é constante, um instagram onde até arranjámos uma embaixadora bem gira, sobre o mote isto é a cultura portuguesa, e uma conta no twitter porque sim. Mas a revista é claramente o nosso meio mais importante, até porque as pessoas as levam para casa e as guardam com carinho.

A ideia é revolucionar a maneira como as pessoas absorvem a cultura portuguesa ou simples mente incutir mais algum amor à camisola?

Nós não queremos revolucionar nada, se acontecer, não dependerá de nós, dependerá da vontade de os portugueses se reverem ao espelho como portugueses. Bonitos ou feios, gordos ou magros, de camisola ou de tronco nu, temos de aceitar o que somos, e isso não pode ser absorvido trimestralmente. O que propomos na revista é apenas uma chamada de atenção para aquilo que nos identifica, o amor à cultura portuguesa são os leitores que sentem ou não.

O que podemos esperar nas vossas próximas edições? O gerador vai andar pela rua, visitar cafés e salas ou vai-se ficar pelas letras?

Podem esperar uma homenagem aos números dois já neste mês de Outubro, porque achamos que os números um estão sobrevalorizados. Podem esperar que não vamos só ficar pelas grandes cidades à procura de urbanidades. Podem esperar muitas perguntas, BD’s inéditas, um romance policial sempre a crescer, cada vez mais retratos escritos sobre as mais diversas autorias e até a segunda vida de um cinema ideal.



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