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Sex Tags

Editoras há muitas!

É verdade, editoras há mesmo muitas, no entanto este espaço de letras preenchido, é dedicado a uma editora que foge à regra, a Sex Tags.

Comecemos por atender ao berço, ao lugar onde se deu a criação e inspiração, para concretizar uma junção de ideias provenientes de Peter Anatol Mitterer e Stefan Mitterer, ambos graduados em Artes Visuais pela Academia Nacional de Artes de Bergen, na Noruega. Ora é então esse lugar mágico, misterioso, sombrio, encantador e frio, o berço onde estes dois colegas fariam da intenção realidade em criar um projecto capaz de unir o trabalho em áreas distintas  – contudo complementares nesta sua ideologia – , como o são as artes de instalação, o desenho, a escrita, a música e os seus caminhos sonoros.

Debrucemo-nos sobre a vertente ligada à música e suas sonoridades, onde a Sex Tags se divide entre a Sex Tags Mania e a Sex Tags Amfibia. A Sex Tags Mania reporta-se aos caminhos e viagens, psicadélicas e experimentais entre os lugares do House e do Techno, se bem que será aqui – e talvez aqui mais que em qualquer outro lugar – importante referir que os géneros deixam de ter conotação e o importante será sim a mensagem transmitida, o mood que se pretende provocar no outro ou uma simples/complexa expressão de sensações e emoções.

A Sex Tags Mania, teria então a sua primeira edição no ano de 2004 pela participação de Paul 23 no seu disco “Love To”, que seria o número um da editora. Desde então, do ano de 2004 ao presente ano, a Sex Tags viria a contar com participações de grandes nomes da cena electrónica mundial, com particular “queda” para os artistas Noruegueses, esses donos do olhar pretendido para o rosto do símbolo da editora – curiosamente o símbolo trata-se de uma caveira de capacete, como se representando uma salvaguarda da morte ainda reservar aventura – . Participações de Dj Woo & Soto Voce, Skatebard, Bjorn Torske, Acid Kings & Crystal Bois, Pomassl, Don Papa, Dreesvn & Busen, Tr-909 e Doc L Junior são grandes contribuições e também motivos para lhe ser dada atenção.

A Única “Sex Tags Mania” garante viagens impressionantes, embora por vezes obscuras, com sons bastante vincados, ritmos incomuns para os nossos ouvidos e logo por aí, por serem diferentes e não usuais nos conduzem a lugares desconhecidos dentro de nós mesmos, ou a sítios que julgávamos esquecidos, mas que graças a ela podem ser revisitados ou verdadeiramente redescobertos, com a harmonia “corpo/mente” e suas consequentes vibrações.

Quanto à Sex Tags Amfibia, o conceito parece ser outro e conta recentemente com um magnífico disco intitulado de  Yolanda – Afro Rat / Afro Salad, onde há uma curiosa e encantadora simbiose entre inspirações ritmícas Africanas e o ambiente contraditório próprio Noruguês. Esta label alternativa à Sex Tags Mania, apresenta edições desde 2005 a explorar os caminhos da Electrónica, do Rock e do Indie, com alguma preferência para o formato de 7”.

Bem, seria positivo que o texto despertasse não só a curiosidade do leitor escutar a Sex Tags mas que servisse, principalmente, para que todos nós tomássemos a novidade como melhoria, a melhoria como benefício para a generalidade e subsequentemente para a singularidade, já que ela não nos impede de fugirmos ao que somos e é também o novo que nos desperta os sentidos e que nos dá ganas de cá andar.



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