Carlos Conceição transforma uma clínica de estética num inferno barroco e assina o body horror mais radical que o cinema português já produziu.
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Há filmes que escutam o mundo em vez de o explicar — este é um deles.
Um exercício de sobrevivência criativa, onde tudo o que pode correr mal, corre — e ainda assim há filme, há riso, há vida.
Há casas que não se vendem — vivem-se, e por isso resistem.
Samir revisita a história dos trabalhadores italianos na Suíça para perguntar quem, afinal, decide quem é «estrangeiro».
Premiada em Veneza, a estreia de Anuparna Roy transforma um apartamento partilhado em Mumbai num mapa do que duas mulheres não conseguem dizer uma à outra.
No segundo filme de Laura Wandel, um hospital pediátrico torna-se o palco de uma luta silenciosa entre o amor de uma mãe e a sobrevivência de um filho.
O documentário de Antony Crook não é um retrato de banda — é um estudo sobre o que acontece quando a música recusa negociar com a irrelevância
Pálmason filma a separação como um naturalista filma as estações — com paciência, atenção e uma estranheza suave que nos perturba longamente.
O realizador filipino Lav Diaz transforma Fernão de Magalhães numa figura espectral que navega entre a grandeza e o colapso, num cinema de silêncio onde cada plano é um julgamento moral.
Simón Mesa Soto filma a Colômbia que não canta vitórias — e devolve-nos um dos retratos mais vivos e humilhantes do cinema do ano
Loznitsa regressa à ficção para nos dizer que o totalitarismo não é uma anomalia — é o sistema a funcionar na perfeição