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Willy Moon @ Musicbox (26.01.2013)

Irreverente, dinâmico e diferente de tudo o que já ouvimos

Assim é Willy Moon, o artista nascido na Nova Zelândia e que aos 23 anos já conquistou o público com o seu som electrizante.

No sábado passado, em pleno palco do Musicbox, Willy deu a conhecer ao público alguns dos seus temas lançados pela editora do senhor Jack White, a Third Man Records, e outros que ainda vão ser lançados no seu próximo álbum.

As luzes baixaram, e o público aconchegou-se todo para perto do palco. O nome do artista era projectado no pano de fundo do palco, e Willy entra “a abrir” interpretando «I’m Shakin’», original de Little Willie John. O público não se conteve nos passos de dança e a energia daquela sala rapidamente aqueceu com a presença de Willy, acompanhado por duas belas (passo a redundância) das The Black Belles, uma na bateria e outra na guitarra, e por um DJ.

O espectáculo durou ao todo cerca de meia hora. Curto mas intenso, houve tempo para um número redondo de 10 temas, entre estas duas covers. Para além da música que introduziu o concerto, Willy lançou-nos um feitiço com o tema «I Put A Spell On You» de Screamin’ Jay Hawkins.

Dos seus temas originais, Willy trouxe-nos os singles do seu EP de estreia, como «Yeah, Yeah”, “I Want To Be Your Man», «Railroad Track» e «She Loves Me». O cantor partilhou ainda alguns temas que estão para ser lançados no seu próximo álbum.

Como não poderia deixar de ser, a indumentária de Moon estava impecavelmente cuidada e bem escolhida. O fato e a camisa branca, rematados por uns sapatos de verniz, que deslizavam pelo chão ao som da música, faziam toda uma ambiência única, tão característica de Willy Moon. É de notar a química entre o artista e a guitarrista, dupla que se fez notar ao longo da actuação, sempre em sintonia e destilando sensualidade.

Este foi um concerto que soube a muito mas deixou-nos de água na boca para ouvirmos mais. Digamos que foi um género de “coito interrompido a seco”, um espectáculo preliminar que acabou na hora “h”, um “toma lá, dá cá” que nos deixou ansiosos por mais.

Esperemos que Willy não demore muito para nos satisfazer a gula com a sua banda sonora electrizante e criativa.

Fotografia por José Eduardo Real



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