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Not another brand

Únicos e de qualidade, conheçam as criações em calçado de uma das mais recentes, mas já prestigiadas, marcas portuguesas do Norte do País, a Xperimental Shoes

Sempre à procura do que é bom e nacional, nada melhor do que dar uma espreitadela na área da moda. E quando falamos de moda em Portugal heis que surge o calçado como “ponto alto”. Como se sabe, os sapatos portugueses são já conhecidos mundialmente por todo um pacote completo que engloba desde uma beleza única, a uma grande qualidade.

É então numa agradável lufada de ar fresco que aparece a marca Xperimental Shoes. As artistas por detrás dela? Célia e Ana Margarida Pereira Silva, duas irmãs da Póvoa do Varzim licenciadas em Design de Moda e Design do Produto, respectivamente. Foi com Ana Margarida Pereira Silva que falámos.

Quando nasceu o gosto pela moda?

O gosto pela moda nasceu automaticamente ligado ao gosto pelo design e pela arte, ou seja, desde muito pequeninas que gostamos de desenhar e criar. Sempre nos motivámos e influenciámos uma à outra para o progressivo desenvolvimento.

Quando tiraram os respectivos cursos, já tinham a ambição de criar uma marca ou essa ideia surgiu apenas mais tarde?

Quando tirámos os nossos cursos não tínhamos a menor ideia do que gostaríamos de fazer no final. Assim, as escolhas dos cursos tiveram mais a ver com as características pessoais de cada uma.

O que vos levou a apostar tão cedo num negócio próprio?

Decidimos criar a Xperimental shoes, devido à progressão dos nossos conhecimentos e tendo em conta que um complementa o outro, não encontrando no mercado o produto que desejaríamos calçar e que, sabendo que há um público bastante específico para o mesmo, surge a oportunidade de começar esta aventura.

Quais foram os maiores obstáculos que encontraram para a realização deste projecto?

O maior obstáculo foi sem dúvida a incapacidade de investimento inicial, que apenas agora, e com grande esforço, dedicação e credibilidade de algumas pessoas que decidiram apoiar-nos, começaremos a ultrapassar. Começar um pequeno negócio a nível industrial, sem ter quantidade mínimas para apresentar a uma fábrica é sem dúvida um desafio.

Dada a conotação que o Made in Portugal tem para com a indústria do calçado internacional, sentem que, de alguma forma será uma mais-valia na exportação do vosso trabalho?

Sem dúvida que a positiva fase da indústria do calçado nacional a nível internacional é uma grande mais-valia para nós a todos os níveis, tanto de apoio da própria indústria, como até da associação que a representa. Contudo, o produto Xperimental é um pouco diferente do produto desenvolvido pela indústria portuguesa, tendo assim um grande caminho a explorar até conseguir posicionar-se e ganhar o próprio terreno. Felizmente, estamos no meio de uma indústria que apoia, incentiva e motiva.

De onde surgiu o nome Xperimental Shoes?

O nome Xperimental surgiu de uma sequência de ideias. Assim, gostaríamos que o nome representasse experiência, tentativa, criação, destruir para voltar a construir. Queremos que o cliente faça parte do momento criativo do sapato que usa. O nome Xperimental, propriamente dito, surgiu após a leitura de um texto que para nós diz muito do que queremos fazer “to create is to destroy, life is about getting up out of your chair and doing something… moving your hand and your body, leaving a mark. It is about doing. Action. Finishing. Experimenting. Trying something…”

Focando agora na última colecção, qual foi a vossa inspiração?

A nossa última colecção foi apenas a nossa primeira colecção. Ou seja, nesta colecção também nós estamos a experimentar e a explorar. Entendemos qual o público-alvo ao qual nos dirigimos e como queremos comunicar com o mesmo, no entanto, apenas agora entendemos um pouco o que nos inspirou. Inicialmente não tínhamos grande noção do mesmo. Na verdade, usando recorrentemente a madeira, e devido às características das nossas plataformas, acabamos por ser sempre associadas a uma inspiração japonesa. É sem dúvida uma cultura que nos fascina, contudo, inicialmente não foi uma imposição que a inspiração e a marca comunicasse esta leitura.

Xperimental

Pode dizer-se que esta colecção é dirigida a alguma faixa etária em especial?

Acreditamos que a “faixa etária” do nosso público está na mentalidade de cada um. Ou seja, poderíamos dizer que nos dirigimos a um público jovem, contudo, temo-nos surpreendido com esta afirmação, uma vez que a Xperimental tem sido requisitada por variadíssimas pessoas de faixas etárias mais elevadas. Concluímos assim que para usar Xperimental precisa-se apenas de entender o seu conceito, ter um espírito livre, urbano e criativo, sedento de diferenciação e recusando a banalização do produto.

Referem no site que o vosso trabalho “quer pertencer à vanguarda, desafiando as convenções criativas e renovando os métodos de produção”

A Xperimental pretende, ao mesmo tempo que acompanha as tendências mais fortes das estações, reinterpretá-las sem que estas se banalizem, ou seja, oferecendo à cliente a possibilidade de se diferenciar com um produto pensado, elaborado e criativo. Nos dias de hoje nota-se que o mercado tende a oferecer constantemente o mesmo tipo de produto “copy paste”, não dando oportunidade, assim, ao público de se auto-definir enquanto consumidores e diferenciadores de gostos. Com isto, a Xperimental desafia estas convenções usando novos métodos.

Quais os vossos projectos para o futuro?

Os grandes projectos prendem-se com a exportação do produto, através da presença da marca em feiras da especialidade. Projectos estes que estão a ser detalhadamente estudados para breve.

Têm algum conselho para os jovens que querem entrar para a indústria da moda?

Coragem, determinação, confiança e HUMILDADE, acima de tudo.



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