Podendo também ser visto como um espectáculo sobre a (in) felicidade, sobre a vida das pessoas que se fecham sobre as suas próprias histórias extraindo delas a alegria possível, esta nova criação dos Artistas Unidos tem o que basta para vir a ser um acontecimento feliz na vida dos espectadores que se deslocam ao Teatro da Politécnica.
Artigos de: Joaquim Paulo Nogueira
# música, # teatro, # dança, # teatro pós dramático, # teatro de texto, # espectáculos de rua, # exposições, # workshops, # festa, # convívio, # música outra vez, # flamenco, #thomas ostermeier, # joel pommerat, # teatro português contemporâneo. Se quiséssemos espalhar a notícia da 33ª edição do festival de almada pelo ciberespaço, estes seriam alguns dos “tags” para que a tarefa conseguisse ter alguma hipótese de tentar dar ideia da diversidade dos dias loucos de Almada.
Depois de se ter estreado em Lisboa apresenta-se em Almada, no dia 15, na Sala Experimental do Teatro Municipal Joaquim Benite, antes de seguir para o Porto no último fim de semana de Junho. Mais uma oportunidade para conhecer o último trabalho deste novo colectivo teatro que aposta no humor irreverente e numa forte carga simbólica em cena.
De 2 a 12 de Maio o Festival de Peças em 1 Minuto instala-se no Chapitô, vindo de São Paulo, Brasil. Peças em 1 Minuto?! Nós também não acreditámos. De 2 a 5 de Maio pudemos ver 39 micro-peças brasileiras, de 9 a 12 de Maio é a dramaturgia portuguesa que sobe à cena.
“Timão de Atenas”, de Shakespeare, que estreia a 20 de Dezembro, assim como “Tuning” de Rodrigo Francisco, as duas encenações de Joaquim Benite com que a Companhia de Teatro de Almada encerrou a temporada de 2012, são bem um programa da vida teatral deste singular homem de teatro: um enorme fascínio pelo grande teatro do mundo, um grande envolvimento e empenho com a escrita teatral de hoje
“Eu não sou bonita”, disse Angélica Liddell, “Eu sou o porco”, escreveu Paulo Castro. Foram estes materiais que deram a John Romão a possibilidade de dirigir Solange Freitas num trabalho a solo. Um trabalho sobre o desejo, sobre o corpo, sobre o poder. Tendo como pano de fundo o abuso sexual de menores. No Negócio da ZDB, até 29 de Dezembro
“Um, Ninguém e Cem Mil”, tragicomédia de Luigi Pirandello sobre o modo como nos multiplicamos uns diante dos outros, estreou em Lisboa, no Teatro Tivoli e irá passar pelo Rivoli no Porto nos dias 23 e 24 de Setembro.
“A Festa”, tragicomédia de Spiro Scimone em versão eléctrica, satírica, cheia de movimento de alegria, de ritmo, no Teatro da Comuna, até 26 de Junho. Uma encenação de Ricardo Neves-Neves, do Teatro do Eléctrico, que nasceu há vinte e cinco anos, o ano em que surge a Teatroesfera, a companhia que co-produz este espectáculo.
“Voltou-me uma curiosidade pela vida!”. Conversámos com Luís Miguel Cintra sobre o teatro, sobre a vida. Ele não abdica de querer utilizar a posição singular que tem na actividade teatral portuguesa para reflectir criticamente sobre o teatro.
Olhando para os nossos tempos, o Teatro da Cornucópia traz-nos um ciclo sobre o teatro e revolução. Depois de “Fim de Citação” e antes do “Balcão”, de Jean Genet, agora no palco do Teatro D. Maria II a “Cacatua Verde”, de Arthur Schnitzler, cuja acção se situa nos tempos da Revolução Francesa.