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Danças Europeias

Dançam coordenados mas não são uma seita. Conheçam a associação cultural que promove e divulga as danças e músicas tradicionais europeias

O Ciclo “Danças na Cidade” apresenta Danças Tradicionais Europeias na Rua – TRADBALLS na Baixa-Chiado PT Bluestation das 19H às 21H30 no próximo dia 21 de Novembro. Se não sabem os passos e as coreografias das danças Tradicionais Europeias, têm aqui uma excelente oportunidade para aprender. A Associação TradBalls vai levar o monitor Matias à estação do Chiado para um pequeno workshop e depois cativar o público num grandioso baile com o duo A MARIPOSA: Ana Isabel Dias – Harpa e Vasco Ribeiro Casais – Nyckelharpa.

Quarta, 21 de Novembro 2012

19H00: Workshop de danças tradicionais europeias | MATIAS
20H00: Baile Tradicional | A MARIPOSA

HISTÓRIA

“Nasceu de uma forma informal em 2005, pela motivação de alguém com grande interesse pela música e dança tradicional, e mais ainda com a vontade e o gosto de poder proporcionar a outros novos conhecimentos, contactos, experiências, partilhas… Surge do nada com a realização de um baile, no Teatro Ibérico (Lisboa), em 19 Fevereiro 2005, foi uma “brincadeira inocente” da qual não teve solução senão prosseguir o seu caminho na divulgação do folk tradicional. O formato de baile BALL-TRAD predomina nas actividades desenvolvidas. Muitas vezes, para além do baile, é feito também um workshop de danças tradicionais ou pequenas animações como forma de ensinar as danças e ajudar a reconhecerem a música, com o objectivo de cativar as pessoas para uma participação activa nos bailes e levar até os mais irredutíveis pés esquerdos a dar um pezinho de dança.

Nas TradJam “Noi-TRAD’as Do CARMO” no Largo do Carmo, em Lisboa, que se tornaram num ponto de encontro entre dançarinos, os músicos e o público em geral, tudo pode acontecer… Aos poucos foram sendo organizados mais e mais bailes com bandas nacionais e estrangeiras que culminaram na organização do FEST-i-BALL que já vai na sua 4ª edição. Este festival realiza-se duas vezes por ano no início da Primavera e em meados de Outono, nomeadamente no último fim-de-semana dos meses de Março e Outubro. Outras actividades são as TRADTOUR’s, uma nova forma de “levar e trazer danças”. Proporciona o encontro entre os amantes das danças tradicionais de todo o País e as populações locais, valorizando e despertando o interesse pelo seu próprio repertório etnográfico.

Estas tours ajudam, também, à divulgação de grupos por vários pontos do País, como Aveiro, Coimbra, Leiria, Porto, Santiago do Cacém, e também realização e colaboração de realização de bailes em Évora, Serpa, Lourinhã, Santo André, Faro, Guimarães, Figueira da Foz, Ançã, Vimioso, entre outros locais. Uma vez que um dos objectivos do tradballs é promover as danças e a música tradicional, o grupo também se tem dedicado à organização de Cursos & Workshops de dança e música (Ball-Dado’s e Ball-Toques) que já se estendeu para lá das fronteiras de Lisboa.

A Tradballs tem colaborado com várias entidades, associações e festivais entre os quais, Andanças (S. Pedro do Sul), Sons & Ruralidades (Vimioso), Iberfolk (Sortelha), Bailes Marafados (Faro), Baal 17 (Serpa), Tranças (Estarreja), Noites dos Museus (Lisboa), e no estrangeiro, nos festivais Damada & Gennetines (França), Boombal (Bélgica). Desde o início deste projecto, já se formaram bandas, já cresceram algumas e foram divulgadas outras e as actividades desenvolvidas têm tido um público que ronda as centenas de pessoas de diferentes gerações e culturas.

Entrevista ao monitor Matias

De que se trata o vosso projecto?

Uma associação cultural de promoção e divulgação das danças e músicas tradicionais europeias.

Onde e quando nasceu?

Em Lisboa, em 19 de Fevereiro de 2005, com um baile no Teatro Ibérico.

Quem organiza e porque organiza?

Associação Tradballs, apenas porque é necessário sermos uma identidade cultural oficial sem fins lucrativos.

Qual é o público-alvo do vosso projecto?

Sobretudo jovens-adultos a partir dos 16-18 anos, mas o público participativo varia entre os 20 e os 50 anos… é um público variado. Também realizamos actividades para crianças.

Porquê dançar na rua?

Da rua nasce tudo. A música e dança são artes puras, livres. Onde há música há dança. Da rua, das terras, dos campos nasceram a maioria das danças tradicionais, são danças do povo, são de todos e para todos e sem preconceitos ou vergonha. Quem dança seus males espanta.

Porquê esse tipo de dança?

Por serem várias danças de várias culturas. Serem muito sociais. Terem variadíssimos ritmos, de binários a ternários, de danças a pares a danças de grupo, de danças livres a danças em linha. Porque os bailes são na maioria com músicos ao vivo com instrumentos tradicionais, tais como, harpa, nychelharpa, gaitas de fole, violino, acordeão, sanfona, guitarras acusticas, etc.

Conta-nos alguma história insólita que vos tenha sucedido.

Numa das noites, em que dançávamos junto às ruínas do Carmo e enquanto dançávamos uma dança de grupo com palmas e todos coordenados, alguém curioso pergunta: “Desculpem, vocês são alguma seita?”



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