Franz Ferdinand | “Right Thoughts, Right Words, Right Action”

Franz Ferdinand | “Right Thoughts, Right Words, Right Action”

Lições pop/rock para 2013

Dez músicas, trinta e cinco minutos, e está despachado o novo disco dos Franz Ferdinand. Quatro anos depois de “Tonight”, a aventura mais dançável (literalmente) dos já quatro álbuns da trupe escocesa, o grupo regressa às origens: directos, crus e sempre com um pé na pista.

Em “Tonight” fomos inundados por uma produção mais elaborada. Tinha-se fugido àquele rock de garagem feito de carne e osso, mas, no entanto, era chegada a hora da introdução aos tão aguardados [e obscuros] sintetizadores [russos] na música dos Franz – a electrónica era uma questão de tempo desde a sua longínqua estreia homónima de 2004. Agora, e depois da boa música para ressacas e de uma mão cheia de êxitos pomposos a juntar ao currículo, Alex Kapranos e companhia regressam à fórmula que os afamaram na década passada. No entanto, e para fugirem do passado, contextualizam a sua música com o novo santo-graal de 2013: o funk e a disco (q.b., como sempre no seu caso).

O álbum escorre-se nos ouvidos com a mesma eficácia de sempre. Os Franz Ferdinand nunca nos falharam, até mesmo nos momentos em que são precisos travões na danceteria (ouvir a pulsátil «The Universe Expanded» ou a hipnótica «Brief Encounters»). A abrir o trabalho é-nos oferecido os pontas-de-lança do incisivo “Right Thoughts, Right Words, Right Action”: «Right Action» e «Love Illumination» juntam-se ao porto seguro de «Take Me Out», «This Fire», «Do You Want To» e «The Fallen». Pelo meio há a mordaz «Evil Eye». E ainda saltam à vista larga as chibatadas aos feats. e mega êxitos com Pharrel Williams de «Stand On The Horizon» e «Treason! Animals.».

Os Franz Ferdinand compactam num só álbum as lições da pop de 2013: o rock miscigenado com a new wave, com a electrónica e com o funk. Todavia, e mesmo que cantem no fecho do disco “So don’t play any pop music / You know I hate pop music / Just sing the means in godless grace”, nunca desdenham ao longo da sua música o que um dia Bowie ou os Roxy Music fizeram.



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