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Fujiya & Miyagi

Estão de regresso, e trazem novidades na bagagem.

Os Fujiya & Miyagi têm uma década de idade e, ao longo desses dez anos, foram gradualmente assistindo a um crescimento de popularidade. “Electro Karaoke in the Negative Style”, seu primeiro álbum lançado em 2002, teve uma boa recepção e plantou a semente que viria depois a germinar em pleno algures entre 2003 e 2006, anos durante os quais a banda cresceu imenso em termos de popularidade e também em termos de formação, com a adição do baixista Matt Hinsby em 2005, um ano antes do lançamento do segundo disco de originais da banda: “Transparent Things”.

Dois anos depois entraria Lee Adams, baterista, ajudando o som da banda a crescer e a definir-se. “Foi fácil para mim entrar na dinâmica da banda e encontrar logo o meu lugar, em parte porque já me dava muito bem com o Dave (Best); ouvíamos a mesma música e tínhamos as mesmas influências“ diz por telefone o simpático Hinsby. “Quanto entrei, metade das canções de “Transparent Things” já estavam escritas, mas atrevo-me a dizer que algumas delas só ganharam verdadeiramente vida quando eu apareci e comecei a adicionar o baixo. Sentimos todos esse crescimento de que falas, nesse período, que se deveu em parte ao facto de termos tido uma canção nossa num anúncio de televisão. Depois começámos a estar constantemente em tour, sem tempo para estar em casa, e foi durante essa altura que escrevemos Lightbulbs”, explica.

E agora, cerca de dois anos de depois, irá sair no início de 2011 o seu novo álbum, feito parcialmente em digressão, parcialmente em férias. Mesmo com quatro membros, as duas grandes mentes por trás da banda continuam a ser os seus dois fundadores: Steve Lewis e David Best, respectivamente os tais Fufiya e Miyagi. “O David escreve as letras e o Steve cria a linha melódica para cada música. Depois eu e o Lee completamos as canções”. Este novo álbum tem a banda já em formação definitiva, sendo o segundo álbum do baterista e o terceiro do baixista como membros da banda; os Fujiya & Miyagi sabem bem agora o que fazer, e como fazê-lo. “Tínhamos já algumas ideias quando começámos a trabalhar neste novo álbum, e tentámos fazer uma coisa mais psicadélica neste, exigir bastante mais de nós. Explorámos muitos efeitos de guitarra e de teclas. Antes, o David não usava grandes efeitos na guitarra, mas agora tem uma linha inteira de pedais. Acho que eu e o Lee trouxemos mesmo algo de novo à banda. Quer dizer, antes do Lee entrar nem sequer usávamos bateria, usávamos uma drummachine. E uma drummachine é uma coisa engraçada, sem dúvida, mas…”. O novo álbum será, então, uma evolução de som, mantendo o estilo característico da banda. “Há certas influências e certas bandas que estarão sempre connosco, claro. Sempre nos definimos como uma banda influenciada pelo krautrock, Alppex Twin, e etc. A nossa base sonora há-de ser sempre a mesma”.

O som da banda tem-se tornado gradualmente mais imediato e energético ao longo dos registos. Isto ajuda a banda a ganhar mais público, mas é exactamente esse crescer que acaba também por influenciar directamente a banda. “Estamos a tocar para cada vez mais pessoas, e isso acaba por nos influenciar. Quando vamos dar um concerto, queremos que haja uma ligação com o público, e isso afecta-nos também quando estamos em estúdio. Queremos ao vivo que as coisas sejam directas, energéticas, e que as pessoas gostem do espectáculo”. Este novo álbum irá manter essa tendência no som da banda de criar um som cada vez mais imediato e directo, mesmo não tendo o novo trabalho feito todo ele durante a última digressão. “Grande parte do álbum foi feito fora de digressão, quando estávamos todos em casa. Mas há algumas ideias que vêm de 2009, quando demos imensos concertos. Este novo disco é uma mistura do “Lightbulbs” com o “Transparent Things”, na minha opinião”.

O disco está já praticamente concluído, e sairá agora no início de 2011. “Estamos muito satisfeitos com o resultado. Recebi hoje o masters em vinil, e soou-me mesmo muito bem. Está tudo mais arranjado, mais complexo e bem definido. Estou muito satisfeito”.

Estava previsto que a banda regressasse ao nosso país no Super Bock em Stock para tocar algumas canções novas. “Ainda hoje estivemos a ensaiar e só nos apetece tocar em concerto as canções novas todas. Só depois é que pensamos melhor e nos apercebemos que a melhor coisa a fazer é mesmo arranjar um equilíbrio entre o material novo e o material antigo”. Após o avisar de que os fãs provavelmente os iriam perseguir com tochas e forquilhas caso não tocassem nada dos álbuns antigos, Hinsby prometia com uma gargalhada que a banda iria arranjar esse tão precioso equilíbrio.

No início do ano, vem o lançamento do álbum e, pouco tempo depois, uma digressão americana e europeia. “Pensar em ir em digressão pode ser assustador, mas é muito mais fácil quando efectivamente começas a digressão em si. Nós gostamos de visitar os vários países e, afinal de contas, para nós a Europa está já aqui ao pé. Nos Estados Unidos é diferente… Quando lá estás, és mesmo absorvido por toda aquela cultura e sempre que entras num carro sabes bem que vai ser para fazer uma viagem de cinco ou seis horas. É mais complicado”. Este ano, tudo se dificultou mais um pouco: “O David teve um bebé, e o Steve também. Isso vai tornar tudo um pouco mais difícil. Mas não há-de ser nada de mais. Afinal de contas, a humanidade já teve bebés antes…”.



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