Hype @ Tejo

Festival em forma concentrada. Dia 8 de Julho, no Terrapleno de Santos.

O Hype já visitou vários locais. Com o Meco como referência máxima, aparte o pó, e depois de uma experiência menos bem-sucedida, na Doca Pesca, é agora a vez de O Terrapleno de Santos acolher mais uma edição do festival a 8 de Julho.

A música electrónica é aqui rainha. Com alguns nomes mais sonantes a chamar a atenção do público em geral, como Massive Attack ou DJ Marlboro, há igualmente razões de sobra para aqueles mais atentos às novas produções do género. Buraka Som Sistema ou Téléphatique são alguns exemplos.

As actuações dividem-se por dois espaços. No Palco Tejo, Massive Attack, Atmosphere e Kudu fazem as honras, deixando para a Zona Hype nomes como Diplo, DJ Marlboro, Buraka Som Sistema, Téléphatique e Mary B, DJ Oxígénio.

Formados em 1987, os Massive Attack não são estranhos ao público português. Responsáveis pela implementação do trip-hop, descrito como a mistura natural entre hip-hop e chill out, desde a edição do seu primeiro registo, “Blue Lines”, editado em 1991, com colaborações de Tricky e Horace Andy, que têm sido aclamados pela crítica e acolhidos por uma enorme massa de fãs.

Em 1994, segue-se “Protection” e um MTV Europe Award para Best Video, bem como um Brit Award para Best Dance Act. Já em 1998, a banda editou “Mezzanine”, que lhes valeu a nomeação para cinco Brit Awards e o Godlike Genius Award, atribuído pelo “New Musical Express”.

Foi preciso aguardar quase cinco anos até que os Massive Attack lançassem novo albúm. “100th Window” mistura hip-hop, drum’n’bass e dub em formato duo, com 3D e Neil Davidge a tomar as rédeas do projecto, dando-lhe uma vertente menos dançável e mais reflexiva e melancólica. Para se ter uma ideia do sucesso da banda, apenas com o lançamento destes quatro albúns, atingiram a marca de 9 milhões de vendas.

Já em 2006, é lançado “Collected”, que contempla sucessos como «Unfinished Sympathy», «Safe From Harm», «Protection», «Teardrop» e «Angel», bem como um CD com material raro e remasterizado, bem como novos singles. A banda actua igualmente no Coliseu do Porto a 10 de Junho.

Slug e Ant compõem os Atmosphere. Formados em 1997, em Minneapolis, foi com “Overcast” que se deram a conhecer. Mas foi apenas em 2002 que o êxito lhes bateu à porta. “Godlovesugly”, o terceiro registo de originais, vendeu 130 mil cópias nos E.U.A. e Europa e valeu-lhes concertos esgotados um pouco por todo o lado.

O mote para a actuação em Portugal é “You Can’t Imagine How Much Fun We’re Having”, registo de 2005 que tem esgotado quase todos os concertos dados pelo duo.

Os Kudu encerram os nomes do Palco Tejo. Com Sylvia Gordon (voz e baixo), Deantoni Parks (bateria), Nick Kasper (teclas) e Peter Stolzman (teclas), as suas sonoridades evocam, jazz, soul e electrónica numa fusão de música urbana. A estreia da banda deu-se em 2001, pelas mãos da Velour Recordings, dando igualmente origem a um género que veio a ter vários seguidores. O objectivo é criar também em Portugal uma legião de fãs.

Na Zona Hype, o nosso destaque segue para os Télépathique, que apresentam “Last Time on Earth”. DJ Periférico e Mylene deram origem a um dos mais estimulantes projectos da cena breakbeat de São Paulo.

Produzido em 2005 no calor do Carnaval Brasileiro, “Last Time on Earth” reúne dez canções originais, produzidas por DJ Periférico, com a co-autoria de Mylene e do “nosso” José Trigueiros na composição das letras, que abordam temas do quotidiano como a política e a espiritualidade. Num registo original, mistura-se breakbeat com rock, acid house, electro funk e jungle breaks com as tonalidades retro dos 80’s e o psicadelismo da música brasileira dos 70’s.



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