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James Holden & Ricardo Tobar

LUX, 5 de Junho.

Lisboa, Santa Apolónia. São quase 3h da manhã e a pista do Lux parece esquecida, as longas filas que caracterizaram as primeiras aparições de James Holden são agora mais reduzidas.

Coube a Dexter, fazer o warm-up para os que chegaram mais cedo. A sensação que pairava na pista é o que o aguardado set de Holden (não descurando a estreia de Ricardo Tobar) iria ser apenas para meia dúzia de felizardos.

No entanto, por volta da hora certa Tobar entra com(o) um terramoto, com batidas aceleradas. O chileno com cara de puto começou a sua performance com por um caminho que se revelaria bastante diverso.

De repente, salta um disco do patrão da Border Community: “10101” faixa de “The Idiots Are Winning”, que serviu para mostrar à pista, cada vez mais cheia, o ritmo pelo qual a batida iria ser tocada. Segue-se o seu “With You”, faixa de batidas simples mas impacto máximo!

Tobar começava a pintar o quadro, as paisagens que caracterizam dos artistas da Border Community iam sendo desvendadas; o chileno tinha a pista na mão e por momentos parecia que afinal o artista principal já estava a tocar (fica a nota: não foram poucos os que perderam horas de sono na noite de 5 de Junho só para ver Ricardo Tobar).

Tobar, bastante focado no seu equipamento, não se fez de difícil para se descontrair quando as batidas chegavam a frequências mais altas. Porém, o set pecou por curto…

Passavam 20m das 4 da madrugada quando o boss da Border apareceu finalmente nos controlos. Com um look à Richie Hawtin (actual), o londrino entrou de em toada suave, com uma pista muito escura e já bastante composta.

Começou a mostrar aquilo que caracteriza a sua editora, a deambulação por cenários coloridos, por montes, moinhos e florestas, ficando o cenário de acordo com a criatividade de cada um, mas não era só isto que estava programado.

Já o relógio batia altas horas na madrugada e chegou uma vertente mais minimal: batidas secas aliadas a baixos distorcidos; aquilo que alguns apelidam de neo-trance estava em cena…altura de meter braços no ar e da aglomeração na linha da frente.

Holden mantinha-se centrado no seu PC, alienado da euforia do seu público; perfeccionista como sempre subiu e foi continuando, acabando com a faixa neurótica “Fentiger” do seu companheiro de editora Nathan Fake.

James Alexander Goodale Holden provou plena forma no comando da pista. Apesar de repetente no Lux, provou que nunca é demais ouvi-lo. As sonoridades da editora são muitos próprias, parecendo semi-fechada, em que cada um soa ao seu parceiro de catálogo. No entanto, com família Border Community a paisagem está garantida…



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