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JULIE BYRNE | NOT EVEN HAPPINESS

O timbre de Julie Byrne e o dedilhar que esta rapariga de Buffalo imprime na guitarra formam o casamento perfeito celebrado pelo bem conhecido estilo Indie folk. O seu novo álbum “Not Even Happiness” é prova disso mesmo.

Para os fãs da compositora norte-americana, a descrição acima apresentada não é novidade nenhuma. Em 2014, ano em que se apresentou ao mundo com o seu primeiro álbum, “Rooms With Walls and Windows”, o registo foi o mesmo. Calma, serena, e confortável, Julie é o expoente máximo do, “sê muito bom em alguma coisa e foca-te nisso”.

Contudo, para quem esperava algo de novo, algo que nos fizesse pensar que ela tinha dado o salto, sobra a desilusão. Está bem trabalhado, ouve-se bem, é perfeito para estar em casa a trabalhar ou simplesmente sentado a beber um chá num dia mais calmo de inverno, mas talvez peque por alguma falta de originalidade, que no fim de tudo, é o que alguns fãs pedem a certos artistas quando fazem circular um trabalho novo.

Esta lealdade de Julie aos ensinamentos do pai, no que à guitarra diz respeito, tem o seu quê de bom. Se por um lado parece mais do mesmo, por outro isso não é forçosamente mau. Há uma certa simplicidade que se adequa ao que ela faz que deve ser devidamente apreciada por quem ouve, e neste último trabalho, é de louvar uma coisa, nada é catchy, ouve-se tudo bem e de seguida como se o álbum fosse uma única e boa faixa.

A rapariga que aos 18 anos deixou o ninho para ir trabalhar numa mercearia e mais tarde como guarda-florestal, está a conquistar o mundo com a sua música. A cada dia que passa, Julie Byrne cresce e vai ganhando o seu espaço como uma das referências no universo Indie. Este presente que ela nos trouxe em Fevereiro é a prova disso mesmo.



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