Lapalux

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A apenas um dia de aterrar em Portugal para o concerto no Musicbox, Stuart Howard vem à RDB dar um ar da sua graça

Stuart Howard, aka Lapalux, não é apenas mais um produtor britânico perdido no mundo do experimentalismo. A Brainfeeder deu-lhe um beyblade para a mão e ele tratou de se tornar no Gingka lá do sítio. Valendo bem mais que uma simples compilação de remixes, vai buscar as suas selecções a ambos os flancos do Atlântico. Consegue heterogeneizar o seu trabalho e já anda na onda do hip-hop, IDM e rap.

A apenas um dia de aterrar em Portugal para o concerto no Musicbox, integrado no Jameson Urban Routes, Lapalux vem à RDB dar um ar da sua graça.

Quando é que sentiste que a tua música podia ganhar um carácter internacional?

Na verdade nunca pensei nisso dessa forma. Apenas acho é que agora é um pouco mais fácil progredir em certas áreas mundialmente porque toda a gente é capaz de apreciar e aceitar mais tipos de música experimental. Actualmente, a música e a internet andam de mãos dadas, o que contribui bastante para a evolução da cena musical. Desta forma as pessoas tornam-se mais abertas a novas sonoridades e ideias.

Música electrónica, hip hop e IDM (Intelligence Dance Music). Achas que estes teus géneros musicais te ajudam a globalizar o teu trabalho?

Sim, de facto acho mesmo que sim. Como te disse anteriormente, as pessoas estão cada vez mais predispostas a ouvir e a conhecer o trabalho dos “produtores de quarto”. Nos dias de hoje a cultura da indústria musical é facilmente dinamizada em plataformas como o youtube e o soundcloud. Estes têm hoje em dia a capacidade de publicitar facilmente os nossos trabalhos e de os fazer crescer. Quebraram muitos limites.

Depois de “Many faces out of focus” e “When you’re gone”, o que podes prometer com este teu novo trabalho “Some other time”?

“Some other time” está como que na secção intermédia dos meus outros dois trabalhos. Entre “Many faces out of focus” e “When you’re gone”. Em termos de sonoridade, acho que é o trabalho mais coerente que editei. Inclina-se mais para o lado negro das coisas. Ou seja, ofereci a este EP o lado negro das minhas produções. Ainda assim, alguns dos temas permanecem optimistas mas têm tons em que vigora de facto o meu lado mais obscuro.

O facto de seres britânico ajuda ou prejudica o teu percurso musical?

Eu acho que não importa nada o sítio de onde és proveniente. Acho que devemos deixar que a música fale por ela própria.

Consideras o público português um bom consumidor daquilo que produzes?

De facto ainda não o sei. Nunca estive em Portugal, por isso vai ser muito bom verificar se as pessoas se animam no concerto ao vivo.

Nota: Sexta-feira, 19 outubro, no Musicbox – Jameson Urban Routes com Lapalux, Planningtorock, Jacques Renault e Rui Murka / 23H30



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