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Noites da Rua #1 *LIVE*

É hoje no Musicbox a partir das 22 horas. Podem assistir aqui à transmissão em directo do concerto dos Feromona.

Para todos os que não podem estar no Musicbox, iremos transmitir em directo, em parceria com a Central Musical, o concerto dos Feromona a partir das 23 horas. Aproveitem. A rua é de todos!

Com o objectivo de festejar a criatividade nacional, a RDB inicia no próximo dia 8 de Setembro uma residência mensal no MusicBox em Lisboa. Todos os meses será convidada uma banda/artista para actuar no palco da sala lisboeta e apresentada uma editora electrónica nacional.

Para o arranque das “Noites da Rua” temos o privilégio de apresentar a Feromona e o showcase da Groovement (com Vahagn, Ka§par e Infestus). Com esta iniciativa, a RDB pretende estar mais perto dos seus leitores e dar a conhecer o que de melhor se faz em Portugal.

LINE-UP

22h00 – Abertura de portas / (RDB) DJ Set
23h00 às 00h20 – Feromona
00h20 às 01h00 – Mário João (RDB) DJ Set

RDB Showcases Groovement
01h00 às 02h00 – Vahagn
02h00 às 03h30 – Ka§par live feat. Infestus
03h00 até que as luzes se apaguem – Vahagn + Ka§par and Infestus back to back

VJing por John Holmes – alter-ego de João Luís Amorim, colaborador regular da RDB na área do cinema. Iniciado no videojaming em 2004 é actualmente um reconhecido selector de som e imagem trabalhando ao longo dos anos com nomes como Louie Vega, Keb Darge, Jazzanova, Giles Peterson, Dorfmeister, e também com os melhores DJ’s nacionais: Mike Stellar, Pan Sorbe, Mr. Cheeks, Alcides, José Belo, Social Disco Club, Ka§spar, DJ Ride, D-Mars, etc.

Cliquem AQUI para mais informações e confirmação da vossa presença!

CULTO FEROMÓNICO

A noite arranca com o concerto da Feromona, projecto alfacinha, que surgiu “por brincadeira” em 2003 com o sonho “de passar na Radar”. Quem nos confidenciou este objectivo foi Diego Armés, que com o irmão Marco (baterista), João Gil (guitarrista) e Bernardo Barata (baixista) conseguiu pôr de pé um “projecto grandioso”. “No geral, o balanço é positivo. Sempre nos divertimos e fizemos as coisas com gosto, só pelo prazer de tocar. Tudo o que veio a mais foi bónus. E conseguimos passar na Radar. Valeu a pena”, disse-nos Diego.

Com a Feromona surgiram outros projectos “a cantar em português” como os Pontos Negros e os Linda Martini. Diego não acha que o pop rock cantado em português seja cool ou trendy, mas sim “natural” e também discorda com o chavão “movimento” a que foram associados estes e outros projectos: “houve, isso sim, um momento em que se passou de uma ou duas bandas a fazer pop/rock em português para duas ou três dezenas delas”, disse-nos. “Com os Pontos Negros partilhámos esse momento com maior proximidade, com Linda Martini partilhámos apenas a coincidência de existir nesta altura e fazer coisas vagamente aparentadas. Mas não dissemos assim «olha, embora aí fazer do rock português uma cena cool e trendy».
Calhou e estávamos cá todos na mesma altura”, concluiu.

Com dois discos editados – “Uma vida a Direito” e “Desoliúde” – e um número considerável de faixas com algum airplay nas rádios nacionais («Psicologia» terá sido a faixa mais destacada), para Diego a Feromona não procura uma identidade porque “sempre a tiveram”. “Nunca andámos a fazer a musiquinha da moda. Isto tem custos: às vezes, fazemos música dessintonizada do gosto do povo”, disse-nos.

Embora “Desoliúde” não tenha tido uma grande recepção a nível de “massas”, foi muito bem recebido pela crítica e pelo “culto feromónico”. Diego tem uma justificação: “penso que este disco, sendo melhor que o primeiro, não é tão fácil de digerir à primeira audição. Se calhar, quando o gravámos, esperava mais dele em termos de acolhimento e projecção. Já hoje, acho que teve mais ou menos a projecção justa. Não é um disco para multidões contagiadas; é mais um objecto de procura e descoberta”.

Feromona – Como Os Cães from Joana Barra Vaz on Vimeo.

A Feromona faz agora parte do “cardápio” da Amor Fúria, uma aproximação “natural” dada a “amizade e partilha de ideias e palcos”. No dia 8 de Setembro prometem uma “festa optimista em que se faz notar à audiência desanimada que já só faltam cerca de onze meses para irmos todos de férias outra vez; uma hora e meia de pop-rock em português; provavelmente, dois ou três temas novos”.

RESISTÊNCIA E ADAPTAÇÃO

A música faz parte da vida de Rui Torrinha, responsável pela Groovement, primeira label convidada pela RDB para fazer a festa de dia 8 de Setembro. A editora surgiu no Porto no final de 2002 “como plataforma de intervenção cultural” após a saída de Rui Torrinha do Trintaeum onde era DJ residente. Depois do feedback positivo de muitos produtores conhecidos, falou com várias editoras, “incluindo majors”, mas sentiu que “não entendiam muito bem o que estava a tentar fazer”. Decidiu “aventurar-se” sozinho e admite que nem imaginava “onde se estava a meter”. A primeira edição internacional acontece em 2004 e depois de várias “oscilações e metamorfoses” a Groovement é hoje uma “plataforma cada vez mais criativa e esclarecida nos seus objectivos e propósitos”, disse-nos Rui Torrinha.

O percurso da Groovement está marcado pela “resistência e adaptação às adversidades” e o ano de 2008 marcou uma “viragem substancial e estratégica na nossa história” confidenciou-nos: “Decidimos assumir a nossa origem (Portugal) e levar ao mundo o que de melhor por cá se faz ao nível da música electrónica de tendência muito orgânica. Conseguimos encontrar os parceiros certos a vários níveis e conseguimos dar uma nova consistência editorial desde o início de 2009”.

No panorama nacional, a Groovement é “uma plataforma irrepetível e algo extra-terrestre na forma como funciona, porque faz dos seus defeitos e fraquezas as suas maiores virtudes”, disse-nos. “A Groovement é fundamentalmente um estado de espírito. Integra-se nela quem quer fazer parte da viagem. Recentemente temos sentido um maior carinho por parte do público e dos agentes em Portugal, o que não deixa de ser bastante agradável. O nosso objectivo é crescer cá dentro e lá fora no contacto com o público. Sendo uma plataforma artística nacional, faz todo o sentido criar uma representatividade cá, apesar da possível expansão internacional que está em curso”, concluiu.

“Tendo sido DJ vários anos e trabalhado em rádio desde os tempos da pirataria – já lá vão mais de 20 anos – desde cedo me interessei pelas novas tendências. Vivi o período fértil da Kaos e USL e mais tarde da incompreendida Kami’ Khazz do Pedro Tenreiro e Rui Miguel Abreu. Isso marcou de alguma forma a minha relação com a música, mas fundamentalmente foi a rádio que me ensinou a educar o ouvido e mais tarde a vida nos clubes”, explicou-nos Rui Torrinha quando questionado sobre a forma como selecciona os artistas. “É sempre um processo de selecção natural onde tem que haver conforto mútuo e liberdade criativa. Recentemente lancei o desafio a dois produtores da geração pioneira da música electrónica em Portugal para fazerem um disco para nós, porque senti que era muito importante dar relevância a pessoas que tiveram um papel fundamental em tudo isto que estamos a fazer e que têm ainda vitalidade criativa para surpreender muita gente. Temos que valorizar os nossos pioneiros”, disse-nos sem revelar os nomes dessas duas pessoas que brevemente vão surgir num novo trabalho da Groovement.

PRÓXIMOS LANÇAMENTOS

“Os próximos discos a publicar são do Ka§par – o digno sucessor do muito bem recebido “Whatchadoo” – um EP de originais de TNT Subhead (um disco incrivelmente invulgar, tal como gostamos) e a estreia do Infestus que poderá surpreender muita gente. Tem um lado rough mas muito musical que me leva para o universo do Ron Hardy quando o ouço. Depois no novo ano seguiremos com o Vahagn e Jorge Caiado, um dos nomes da nossa família que devem seguir com atenção para os próximos tempos. O objectivo é fazer crescer os artistas internacionalmente e levá-los a um ponto de maturação que permita à Groovement começar a pensar no formato álbum a partir do próximo ano. Sempre na valorização de material original. Além disso estamos a equacionar o lançamento de um sub-selo para publicar produtores internacionais com possíveis remisturas de produtores nacionais.

… E FESTAS

“Neste último quadrimestre vamos finalmente relançar o nosso clubbing numa base regular onde, para além dos artistas da editora, teremos cúmplices nacionais e internacionais como convidados. As cidades previstas para as nossas club night são Lisboa, Porto e Guimarães.”

Como antevisão do que será o clubbing da Groovement, a RDB convidou a editora para um showcase na noite de 8 de Setembro.

Originário da Arménia e residente em Lisboa há 15 anos, Vahagn iniciou a sua incursão pela música ao lançar a editora Music Mob. O contacto com a DJ booth levou-o a encerrar a editora e a criar a sua própria música. Enquanto compositor e produtor, a sua música reflecte um universo vasto, situado algures entre os “clássicos” Chicago House e Detroit Techno, passando pelo Jazzfunk e até Dub.

VAHAGN – Trust [GR014] by GROOVEMENT

Segue-se Ka§par live feat. Infestus.

Ka§par é conhecido pela sua intensa actividade e conhecimento musical e, para além da já reconhecida carreira de DJ, Ka§par tem sido alvo de destaque pelas suas qualidades de produtor. Em 2010 lançou o seu mais aclamado 12”, catapultando o seu nome além-fronteiras.

Infestus começou a sua incursão musical como beat-maker, produzindo instrumentais de hip-hop. Mais tarde, descobre o dub e começa a produzir o que seria apelidado de dub-hop no seu quarto. Como DJ, os seus sets navegam entre o dub-techno, discoid dub, dubstep, 2-step garage, rave e acid-house, nunca esquecendo as suas raízes no hip-hop. Esta será a oportunidade perfeita para conhecer um pouco daquilo quer será o seu primeiro registo em nome próprio.

A encerrar as festividades, a surpresa absoluta que será a actuação de Ka§par, Infestus e Vahagn em back to back. Terminaremos em festa, portanto.



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